Washington, EUA – O ex-presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad está em prisão domiciliar depois que o regime dos aiatolás descobriu seus contatos com Israel. A informação foi revelada pelo The New York Times nesta segunda-feira (13), com base em fontes dos governos dos Estados Unidos e do Irã que tiveram acesso ao plano do Mossad.
Segundo a reportagem, o serviço secreto israelense recrutou Ahmadinejad como agente de inteligência a partir de 2022. O objetivo era usar o ex-presidente, que governou o Irã entre 2005 e 2013, para facilitar a derrubada do regime dos aiatolás. Como recompensa, ele voltaria ao poder.
A operação digna de filme de espionagem envolveu encontros secretos em Budapeste, na Hungria, onde Ahmadinejad foi dar palestras em uma universidade. Israel pagava quantias ao ex-presidente. Agentes do Mossad se reuniam com ele em terceiros países, longe da vigilância da Guarda Revolucionária.
“O plano do Mossad consistia em que o ex-presidente desse a Israel o máximo de informações para facilitar a derrubada dos aiatolás do poder.”
O momento crítico veio em 28 de fevereiro de 2026, quando começaram os ataques americanos e israelenses contra o Irã. As forças de Israel bombardearam um edifício onde ficava a segurança de Ahmadinejad. A ideia era abrir caminho para resgatá-lo e levá-lo a uma casa segura do Mossad em Teerã, de onde seria instalado como novo líder.
Mas o plano fracassou. “Desiludido” com os rumos da operação, Ahmadinejad desistiu e deixou o local antes que as forças israelenses pudessem resgatá-lo.
O regime iraniano descobriu os contatos do ex-presidente com agentes de Israel e o colocou sob custódia do braço de inteligência da Guarda Revolucionária. Ele cumpre prisão domiciliar desde então. Um porta-voz de Ahmadinejad foi procurado pelo NYT, mas recusou-se a comentar.
O caso expõe a profundidade da guerra de inteligência entre Israel e Irã — e a aposta israelense de que um ex-inimigo poderia virar aliado. Deu errado. E Ahmadinejad, que já foi o rosto do regime iraniano para o mundo, termina sob vigilância dos mesmos aiatolás que um dia pretendeu substituir.


















