Curitiba (PR) — O turismo do Paraná encerrou 2025 com crescimento no número de empregos formais e desempenho acima da média nacional, reforçando o peso econômico do setor em diferentes regiões do Estado. Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego mostram que o estoque de empregos no turismo do Paraná saltou de 143.660 para 148.521 vagas formais ao longo do ano passado, crescimento de 3,4%.
Os números fazem parte da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e revelam que o turismo segue ampliando sua presença dentro da economia paranaense, especialmente em cidades que dependem diretamente da circulação de visitantes, da gastronomia, da hotelaria e do setor de eventos.
Atualmente, o turismo representa cerca de 4% de todo o mercado formal de trabalho no Paraná. O crescimento também supera a média nacional do setor turístico, que registrou avanço de 3% no mesmo período. Em todo o Brasil, o estoque de empregos ligados ao turismo passou de 2,26 milhões para 2,32 milhões de trabalhadores formais.
Mais do que números, o avanço revela o fortalecimento de uma cadeia econômica que movimenta pequenos negócios, trabalhadores informais, serviços urbanos e diferentes atividades ligadas ao fluxo turístico.
Empregos no turismo do Paraná crescem com força da gastronomia
O principal motor de geração de empregos continua sendo o setor de alimentação. Restaurantes, bares, cafeterias, lanchonetes e serviços gastronômicos responderam por 63,5% das vagas formais do turismo no Paraná. Ao todo, o segmento fechou 2025 com 94.356 trabalhadores empregados.
Na sequência aparecem os meios de hospedagem, responsáveis por 22.161 postos de trabalho, além do transporte rodoviário ligado ao turismo, que soma 14.378 empregos formais.
O secretário estadual do Turismo, Luciano Bartolomeu, afirmou que o crescimento acompanha o fortalecimento da estrutura turística paranaense e o aumento da confiança do setor produtivo.
“Esse crescimento mostra que o setor produtivo está confiante e investindo. No Paraná, trabalhamos com a premissa de que o turista é um convidado e, por isso, ele encontra aqui serviços de alta qualidade com uma excelente relação custo-benefício”, afirmou.
Segundo ele, gastronomia e hotelaria ajudam a consolidar o Paraná como destino competitivo dentro do mercado turístico nacional.
“Nossos estabelecimentos oferecem experiências de nível internacional, com gestão eficiente e preços justos. Esse equilíbrio atrai tanto o turista quanto o investidor, gerando emprego e renda em todas as regiões”, destacou.
Turismo fortalece economias locais e regionais
O avanço do turismo formal também ajuda a compreender mudanças econômicas vividas em cidades que passaram a depender cada vez mais da atividade turística como eixo de desenvolvimento.
Municípios como Foz do Iguaçu, Curitiba, Morretes, Paranaguá, Matinhos e diferentes cidades do Interior vêm ampliando investimentos em infraestrutura, eventos, gastronomia e atrativos culturais para fortalecer o fluxo de visitantes.
Nesse cenário, o crescimento dos empregos formais acaba refletindo não apenas o aumento do turismo tradicional de lazer, mas também a expansão do turismo de eventos, negócios, natureza e experiências culturais.
Além dos empregos diretos, a atividade turística também movimenta trabalhadores autônomos, artesãos, pequenos empreendedores, motoristas, guias turísticos e serviços ligados ao comércio regional.
Metodologia considera diferentes atividades ligadas ao turismo
Os dados utilizados pela Secretaria de Estado do Turismo seguem metodologia desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), responsável por mapear as chamadas Atividades Características do Turismo.
A classificação reúne setores diretamente ligados à circulação de visitantes e à economia do turismo, incluindo alimentação, hospedagem, transporte de passageiros, agências de viagens, organização de eventos, parques temáticos, recreação, patrimônio histórico e atividades culturais.
Também entram na conta serviços ligados ao turismo de negócios, entretenimento e lazer. O modelo é utilizado nacionalmente para medir o impacto econômico do turismo formal e sua capacidade de geração de emprego e renda.
















