Brasília, DF – Sete candidatos a deputado estadual não receberam um único voto no primeiro turno das eleições de 2026 — nem mesmo o próprio.
O dado aparece nos registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após a apuração de 100% das urnas no Acre, em Goiás, no Pará, em Pernambuco e em Roraima. Todos os sete constam oficialmente como “não eleitos”.
A análise considerou 18.669 candidaturas em todo o país para presidente, senador e deputados federais, estaduais e distritais. A votação zerada só apareceu na disputa pelas assembleias legislativas estaduais.
No Acre, ficaram sem votos Dr. Pedro Benevides (PRD) e Renilda Rocha (Solidariedade). Em Goiás, Raimundo Aguiar (DC) terminou zerado. No Pará, o resultado se repetiu com Luiz Damião (DC), e em Roraima, com Chagas Enfermeiro (DC).
Em Pernambuco, dois nomes do Mobiliza não pontuaram nas urnas: Luis Augusto e Mouracia. Ambos aparecem com a anotação “anulado sub judice”, o que significa que o registro ainda depende de uma decisão final da Justiça Eleitoral.
Mesmo que o tribunal valide essas duas candidaturas posteriormente, a situação das urnas não muda: o sistema registrou zero voto digitado para eles no dia da votação.
Nos outros cinco casos, a situação informada pelo TSE é de voto “válido”. Isso indica que as candidaturas estavam totalmente regulares no dia da eleição, mas nenhum eleitor escolheu seus números na cabine.
A consulta reuniu 82 arquivos oficiais do primeiro turno e separou apenas quem teve zero absoluto nas urnas. Foram descartados os percentuais de 0,00% que surgem por arredondamento de votações residuais, assim como nomes que desistiram ou foram substituídos antes do pleito.



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