Curitiba, PR – O candidato ao governo do Paraná pelo PSD, Sandro Alex, incluiu no seu plano eleitoral para a saúde a abertura de 120 clínicas de fisioterapia distribuídas por cidades de todo o estado. Os espaços vão atender pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e terão piscinas para hidroginástica, estrutura para reabilitação motora e consultórios para consultas individuais. A proposta mira desafogar a demanda de pacientes que saem de cirurgias no interior e sofrem com a falta de tratamento continuado perto de casa.
Cada unidade deve contar com salão de cinesioterapia e mecanoterapia para fortalecimento muscular, vestiários, banheiros adaptados, área administrativa, almoxarifado e salas de triagem. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) desenhou o modelo técnico básico para baratear custos e acelerar obras nos municípios conveniados. A pasta estabeleceu dois formatos de obra: o Fisiocentro Porte I, com custo estimado em R$ 1,9 milhão cada, e o Fisiocentro Porte II, orçado em R$ 1,3 milhão por unidade.
A medida tenta responder a um gargalo crônico do interior paranaense: pacientes operados precisam viajar dezenas de quilômetros para cumprir sessões de reabilitação, ou abandonam o tratamento por falta de transporte e vagas nos postos locais.
“O Estado vai ampliar de maneira inédita o atendimento de fisioterapia para o interior, dando sequência à política de regionalização da saúde, que já conta com 1,7 mil obras entre aquelas entregues, em execução ou planejamento. Nós construímos ou reformamos mais de 50 hospitais, criamos uma rede de Ambulatórios Médicos de Especialidades e de Pronto Atendimentos Municipais, e implementamos Unidades Mistas de Saúde em pequenos municípios. É uma revolução. A partir de 2027, vamos ampliar ainda mais a estrutura”, afirmou Sandro Alex.
O candidato relacionou a proposta ao Opera Paraná, programa estadual de cirurgias eletivas. Segundo ele, o aumento de intervenções na coluna vertebral exige acompanhamento pós-operatório imediato para evitar sequelas permanentes nos trabalhadores atendidos.
“Com essas obras, vamos ampliar o acesso à reabilitação, proporcionar melhores condições de trabalho aos nossos médicos e enfermeiros e apresentar para o SUS paranaense uma nova porta de entrada”, disse Sandro Alex.
Além das 120 unidades municipais, o plano prevê erguer 12 Centros Especializados em Reabilitação (CER IV). Essas estruturas maiores vão concentrar quatro frentes de cuidado: deficiências física, auditiva, visual e intelectual, englobando pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A rede estadual também projeta um novo edifício para o Complexo Silvio Santos, ao lado do Hospital de Reabilitação Ana Carolina Moura Xavier. O espaço ocupará uma área superior a 7 mil metros quadrados, com aporte previsto de cerca de R$ 65 milhões.
SERVIÇO:
- Projeto: Implantação de Fisiocentros e Centros Especializados em Reabilitação (CER IV)
- Modelos de unidade: Fisiocentro Porte I (R$ 1,9 milhão) e Fisiocentro Porte II (R$ 1,3 milhão)
- Obra hospitalar central: novo prédio do Complexo Silvio Santos (R$ 65 milhões, em terreno de 7 mil m²)
- Previsão de expansão: a partir de 2027



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