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Câmara questiona atendimento social nas UPAs de Foz

Requerimento busca esclarecer se apenas um assistente social atende, em sistema de revezamento, as duas unidades de pronto atendimento do município

Foto: Christian Rizzi - CMFI.

Foz do Iguaçu, PR – Quem chega a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em situação de vulnerabilidade pode precisar de assistência além do atendimento médico. Orientações sobre direitos, encaminhamentos, acolhimento de familiares e suporte em situações de violência, abandono ou outras condições de vulnerabilidade fazem parte das atribuições do Serviço Social.

Em Foz do Iguaçu, a estrutura disponível para esse atendimento é alvo de questionamentos na Câmara Municipal diante da informação de que apenas um assistente social estaria se revezando entre as duas UPAs da cidade. O requerimento nº 611/2026, de autoria da Câmara Municipal, aguarda resposta da Prefeitura e busca esclarecer como está estruturado o atendimento de Serviço Social nas unidades de pronto atendimento do município.

Entre os questionamentos está a existência de atendimento social durante 24 horas nas duas UPAs. O documento também solicita informações sobre o fluxo adotado quando não há um assistente social disponível presencialmente.

Estrutura do Serviço Social

O requerimento questiona se existe um estudo técnico que determine o número considerado adequado de assistentes sociais para atender as duas UPAs de Foz do Iguaçu. Também são solicitadas informações sobre a quantidade de cargos vagos e sobre a avaliação da Secretaria Municipal de Saúde a respeito da suficiência do quadro atual de profissionais.

Outro ponto levantado é se, na definição da estrutura do serviço, são consideradas recomendações do Conselho Regional de Serviço Social (CRESS), do Ministério Público e do Conselho Municipal de Saúde.

Atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade

O documento também busca informações sobre os protocolos adotados em situações que exigem acompanhamento e encaminhamento especializado.

Entre os casos mencionados estão violência doméstica e sexual envolvendo crianças e adolescentes, idosos e pessoas com deficiência, além de pessoas em situação de rua, pacientes sem identificação, situações de abandono e casos que demandem acolhimento institucional.

A resposta da Prefeitura deverá esclarecer como está organizado o quadro de profissionais e quais medidas são adotadas para garantir o acesso de pacientes e familiares ao atendimento social necessário, inclusive nos períodos em que não houver um assistente social presencialmente nas unidades.

Steve Rodríguez

*Steve Rodríguez é repórter do Fronteira Livre, pesquisador e doutorando pela UNILA com formação interdisciplinar em narrativa audiovisual, estudos culturais latino-americanos e práticas pedagógicas anticoloniais. Sua trajetória combina criação artística (teatro, cinema e cultura visual) com reflexão teórica, orientada pela perspectiva dos estudos visuais de Nicholas Mirzoeff.

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