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Úlcera no estômago ou intestino: sintomas e diagnóstico

Uso de anti-inflamatórios e infecção por bactéria estão entre as causas de lesões digestivas que exigem avaliação médica e tratamento rápido.

Dor de estômago contínua e queimação exigem avaliação médica para descartar úlceras e complicações. Foto: Divulgação.

Foz do Iguaçu, PR – Sintomas frequentes como dor de estômago, azia e queimação persistente servem de aviso para o surgimento de feridas no aparelho digestivo, problemas que exigem consulta médica e exames para evitar complicações graves na saúde pública.

Essas lesões aparecem na mucosa do estômago ou do duodeno, que é o trecho inicial do intestino delgado. Embora causem incômodos parecidos, cada tipo se manifesta em momentos diferentes do dia.

Na lesão gástrica, o desconforto aperta quando o órgão fica vazio devido ao contato direto com o ácido, melhorando logo após as refeições. Já no caso do duodeno, a queimação surge horas depois de comer ou de madrugada, cedendo por pouco tempo se a pessoa ingerir algum alimento.

Essa oscilação varia entre os pacientes e não basta para fechar o diagnóstico. Segundo o cirurgião do aparelho digestivo e gastroenterologista Luiz Carlos Lazzeri Bremm (CRM-PR 14.018), avaliar essas queixas em consultório é o passo inicial para achar a origem do problema e orientar os cuidados certos.

A infecção pela bactéria Helicobacter pylori e o consumo frequente de anti-inflamatórios sem receita lideram as causas dessas lesões. O hábito de fumar também atrapalha o fechamento da ferida, e a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas piora o mal-estar.

Para confirmar o quadro, o paciente precisa fazer uma endoscopia digestiva alta, exame que mostra o tamanho da ferida. Quando a lesão fica no estômago, a retirada de uma pequena amostra de tecido por biópsia afasta suspeitas de tumores e outras doenças graves.

O tratamento padrão usa remédios para diminuir a acidez e antibióticos quando há presença da bactéria. A melhora depende da dimensão da ferida e de suas causas, com indicação de nova endoscopia cerca de oito semanas após o início dos remédios para checar se a cicatrização ocorreu.

O quadro exige socorro imediato caso surjam vômitos com sangue, fezes escuras com cheiro forte, tonturas fortes ou dores na barriga repentinas, indícios de sangramento interno ou rompimento do órgão.

O médico explica que o acompanhamento correto evita cirurgias de urgência. Em Foz do Iguaçu, os atendimentos ocorrem na Policlínica Bremm, na Rua Martins Pena, 356, e na Gastroclínica Foz, número 353, ambas no Jardim Renato Festugato.

Amilton Farias

Amilton Farias é jornalista, fundador e editor do portal Fronteira Livre. Com vivência em diferentes países da América Latina e atuação voltada ao jornalismo territorial, dedica sua escrita à análise política, social e cultural das fronteiras, dos territórios e das realidades que marcam a vida dos povos latino-americanos.

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