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Setor naval brasileiro registra R$ 31 bilhões em investimentos em 2024

A indústria naval e o setor portuário brasileiros encerraram 2024 com investimentos autorizados de R$ 30,8 bilhões, o maior volume em doze anos. Esse resultado foi impulsionado pelos recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM) e abrange mais de 430 novos projetos, incluindo construção de embarcações, modernização de unidades existentes e ampliação de estaleiros.

Nos últimos dois anos, o governo federal priorizou cerca de R$ 45 bilhões para 1.300 projetos, um valor que é o dobro do que foi investido em quatro anos da gestão anterior. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que a reativação de projetos negligenciados anteriormente é um dos pilares dessa nova fase.

“Estamos no caminho certo para retomar o protagonismo da indústria naval e do setor portuário. A aprovação de quase R$ 45 bilhões em projetos de modernização e construção é um reflexo do compromisso do governo com o desenvolvimento econômico e a geração de empregos”, afirmou o ministro.

Em 2024, foram firmados contratos no valor de R$ 5,33 bilhões para a expansão da indústria naval, o maior volume desde 2012. Esses recursos financiaram 548 novas obras, com destaque para a navegação interior, que recebeu a maior parte dos investimentos.

Além disso, a Resolução do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM) permite que as empresas priorizadas contratem financiamento por meio de instituições como BNDES e Banco do Brasil. O potencial de financiamento pode chegar a até 90% do valor dos projetos, conforme critérios estabelecidos pela nova resolução.

O governo também acredita que 2025 será um ano de avanços significativos para o setor, com R$ 18,5 bilhões disponíveis para novos projetos, sem impacto no orçamento do Ministério. O compromisso com a modernização e a infraestrutura portuária está mais forte do que nunca.

Amilton Farias

Amilton Farias é jornalista, fundador e editor do portal Fronteira Livre. Com vivência em diferentes países da América Latina e atuação voltada ao jornalismo territorial, dedica sua escrita à análise política, social e cultural das fronteiras, dos territórios e das realidades que marcam a vida dos povos latino-americanos.

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