Foz do Iguaçu, PR – Em plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Foz do Iguaçu (Codefoz) nesta quinta-feira (24), o candidato ao governo do Paraná, Sergio Moro (PL), detalhou as diretrizes de seu plano de governo. Ao lado da mulher, a deputada federal Rosangela Moro (PL), o ex-juiz respondeu às prioridades apresentadas por empresários e lideranças políticas da região.
Moro defendeu medidas para cortar estruturas estatais, simplificar regras para empresas e destravar investimentos privados no estado. Durante a exposição, prometeu promover o que chamou de “choque de gestão e eficiência”, além de responder a cobranças diretas sobre saneamento, saúde pública e rodovias pedagiadas.
Entre as três prioridades fixadas pela diretoria do conselho, esteve a mudança no ponto de captação de água tratada pela Sanepar, atualmente localizado no Rio Tamanduá. Moro afirmou que vai reorganizar a atuação da empresa pública para atender ao pedido do município.
O candidato também declarou que pretende adotar critérios estritamente técnicos para nomear diretores e conselheiros da estatal, com a meta de eliminar o uso político e partidário dos cargos.
Na saúde pública, problema recorrente que pressiona o caixa da prefeitura de Foz do Iguaçu, Moro disse que vai discutir com a administração municipal se a cidade deve operar sob o modelo de gestão plena ou semiplena. Para compensar o subfinanciamento dos atendimentos pelo Sistema Único de Saúde, o candidato propôs criar um complemento estadual:
“Me coloco à disposição para discutir o modelo de gestão, se plena ou semiplena, e penso que a implantação da Tabela SUS Paranaense poderá ajudar a resolver o problema de financiamento, pois vamos complementar os valores pagos pelo governo federal pelos serviços.”
A proposta apresentada ao conselho inclui ainda aportes diretos para a infraestrutura hospitalar e a ampliação do número de leitos na região.
No transporte, Moro afirmou que pretende assegurar a duplicação completa da BR-277, com meta de conclusão definida. Ele declarou que vai monitorar o cumprimento dos cronogramas das concessionárias que assumiram as rodovias e abrir diálogo com as empresas para baratear as tarifas nas praças onde a arrecadação superar o valor estimado.
Ao tratar dos serviços essenciais, o candidato criticou a qualidade do atendimento da Copel, citando reclamações constantes de quem depende da rede elétrica. Moro prometeu exigir um plano consistente de investimentos da companhia.
Ele também afirmou que colocará a Procuradoria-Geral do Estado para atuar em defesa de moradores urbanos e produtores rurais prejudicados por oscilações ou falhas no fornecimento de energia.
Em relação à estrutura administrativa, o candidato do PL defendeu enxugar o número de secretarias estaduais que considera desnecessárias, adiantando apenas que a pasta do Turismo será mantida.
Para a segurança pública, Moro propôs montar centros integrados baseados no modelo Smart Sampa, com inteligência artificial e câmeras de reconhecimento facial. Também defendeu concursos periódicos para recompor os efetivos das polícias e a ampliação do controle nas fronteiras com a Argentina e o Paraguai.
Ao encerrar a apresentação de suas metas para o estado, o candidato resumiu a linha que pretende adotar:
“Queremos, juntos, realizar esse grande sonho de fazer do nosso estado o melhor do país, não só nos nossos corações, mas nos indicadores de infraestrutura, economia e qualidade de vida. Vamos fazer do Paraná o estado mais competitivo da Federação, criar condições para atrair investimentos e gerar renda.”
O presidente do Codefoz, Marcelo Brito, avaliou que o encontro integrou o calendário de sabatinas do setor produtivo com concorrentes aos cargos majoritários:
“Criamos um espaço aberto para a comunidade poder ouvir e avaliar as pretensões dos concorrentes e, ao mesmo tempo, foi possível a pactuação em torno das três pautas prioritárias da sociedade civil.”
O prefeito Joaquim Silva e Luna (PL) afirmou que Foz do Iguaçu, por suas características de fronteira, depende de forte apoio do governo estadual. O presidente da Associação Comercial e Empresarial (ACIFI), Edmilson Iareski, reforçou que a saúde pública é urgente, pois envolve o atendimento à população e o comprometimento das contas municipais.
O secretário municipal de Turismo, Jin Petrycoski, e o deputado estadual Matheus Vermelho (PL), candidato à reeleição, defenderam a manutenção da Secretaria de Turismo no Paraná. Matheus Vermelho lembrou ainda a articulação de verbas para o viaduto do CTG Charrua.
Já o deputado federal Vermelho (PL), que disputa novo mandato na Câmara dos Deputados, cobrou a execução de projetos regionais parados, como a Beira-Foz, a arena multiúso, reforços na logística trinacional e a transferência do posto da Polícia Rodoviária Federal instalado entre Foz do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu.



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