Washington, EUA – A menos de um mês das eleições legislativas nos Estados Unidos, uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada no início de outubro de 2026 indica que apenas 21% dos eleitores independentes pretendem votar em candidatos do Partido Republicano.
O número mostra que quase 80% desse grupo rejeita o partido de Donald Trump na final da disputa. Nos Estados Unidos, quem não tem preferência partidária fixa costuma definir o resultado final das eleições.
A votação está marcada para o dia 3 de novembro de 2026 e ocorre na metade do segundo mandato do presidente republicano. Historicamente, essa eleição funciona como um teste direto para medir a aprovação popular da administração da Casa Branca.
As projeções indicam um resultado muito negativo para a situação. O governo caminha para uma derrota expressiva na Câmara dos Deputados e corre risco real de perder a maioria apertada que ainda mantém no Senado.
Hoje, os republicanos controlam as duas Casas com margens mínimas de votos. A disputa de 2026 acontece no meio de uma grande crise, o que corrói o apoio popular e amplia o isolamento da cúpula do governo.
Sem a maioria no Legislativo, o presidente perde a governabilidade nos seus dois últimos anos de mandato. Na prática, a oposição ganha força para barrar projetos prioritários do Executivo, travar o orçamento e abrir investigações parlamentares formais.
A disputa nos Estados Unidos também repercute na extrema direita internacional. Trump serve de referência política e guru ideológico para figuras como o senador brasileiro Flávio Bolsonaro, que busca espelhar sua estratégia eleitoral no líder norte-americano.
Mesmo enfrentando forte rejeição interna e a ameaça de perder o Congresso, Trump tentou influenciar o cenário político brasileiro recente. Durante seu pronunciamento público sobre as eleições do Brasil, no entanto, o republicano se atrapalhou e trocou o nome do país por Índia.



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