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Ação contra o PCC prende quatro suspeitos em Foz do Iguaçu

Força-tarefa cumpriu mandados em Foz do Iguaçu e Cotia contra réus acusados de tentar controlar territórios com violência armada.

Equipes do Gaeco e da Polícia Militar cumpriram ordens judiciais de prisão e busca em Foz do Iguaçu nesta quarta-feira (14). Foto: Divulgação/Gaeco.

Foz do Iguaçu, PR – A Operação Sentinela Gaeco prendeu quatro pessoas na manhã desta quarta-feira (14) em uma ofensiva contra 15 suspeitos de integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC). A mobilização, conduzida pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), apura a imposição de controle violento sobre territórios e atividades econômicas no oeste paranaense e no interior de São Paulo.

Ao todo, o Poder Judiciário expediu 15 mandados de prisão preventiva no curso do processo. Sete dos acusados já estavam recolhidos no sistema penitenciário antes do início dos trabalhos, quatro foram localizados e detidos pelas equipes de campo e outros quatro seguem foragidos.

Os agentes cumpriram ainda sete mandados de busca e apreensão nos municípios de Foz do Iguaçu e Cotia (SP). Nos imóveis vistoriados, as equipes recolheram dois drones, aparelhos de telefone celular, registros documentais e outros materiais que seguirão para análise técnica e perícia.

A mobilização em campo foi coordenada pelo Núcleo Regional do Gaeco em Foz do Iguaçu, com suporte de equipes do Gaeco de outras comarcas do Paraná e do estado de São Paulo. A força-tarefa reuniu policiais do pelotão de Choque e da Rocam, do 14º Batalhão da Polícia Militar, além de agentes do Departamento de Polícia Penal do Paraná (Deppen/PR).

O procedimento tramita sob sigilo judicial desde maio de 2026 na comarca de Foz do Iguaçu. O caso representa um desdobramento direto da Operação Panóptico, desencadeada em 15 de junho de 2026 com ações simultâneas em diferentes regiões do estado.

Os 15 investigados já foram denunciados pela promotoria na ação penal nº 0015744-16.2026.8.16.0030, em andamento na 1ª Vara Criminal de Foz do Iguaçu. Na acusação, os promotores apontam que o grupo compõe uma estrutura com atuação classificada como ultraviolenta.

A imputação criminal trata do favorecimento ao domínio social estruturado, delito previsto no artigo 3º, inciso I, da Lei Federal nº 15.358/2026, sancionada em março deste ano. O texto legal pune a atuação de organizações que recorrem à violência ou à grave ameaça para manter controle e influência sobre territórios e rotinas locais.

As ordens de prisão preventiva foram concedidas pela 3.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), que deferiu um recurso em sentido estrito do Ministério Público contra decisão da comarca de origem. Já as autorizações de busca e apreensão foram determinadas pela própria 1ª Vara Criminal de Foz do Iguaçu.

As equipes de segurança seguem com diligências para tentar localizar e prender os quatro foragidos. Informações sobre o paradeiro dos réus podem ser repassadas ao Gaeco pelo telefone (45) 3308-1344 ou pelo e-mail gaeco.foz@mppr.mp.br.

Amilton Farias

Amilton Farias é jornalista, fundador e editor do portal Fronteira Livre. Com vivência em diferentes países da América Latina e atuação voltada ao jornalismo territorial, dedica sua escrita à análise política, social e cultural das fronteiras, dos territórios e das realidades que marcam a vida dos povos latino-americanos.

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