Foz do Iguaçu (PR) — A temporada do pinhão foi oficialmente aberta no Paraná, autorizando a colheita, o transporte, o armazenamento e a comercialização da semente em todo o estado. Neste ano, a liberação ocorreu fora do padrão tradicional — que costuma iniciar em 1º de abril —, reforçando o papel do calendário ambiental na proteção da Araucária, espécie símbolo do Sul do Brasil e ameaçada de extinção.
A definição do período é estabelecida pelo Instituto Água e Terra (IAT) como medida de controle para evitar a coleta precoce e garantir a regeneração natural da espécie. A regra central é clara: apenas pinhões maduros podem ser retirados da natureza e comercializados. A retirada de sementes verdes compromete diretamente o ciclo reprodutivo da araucária e acelera o processo de degradação ambiental.
A temporada segue até julho, período em que produtores, comerciantes e consumidores devem respeitar as normas estabelecidas. O descumprimento pode gerar penalidades severas. A venda ou o transporte de pinhão imaturo pode resultar em multa de R$ 300 a cada 50 quilos apreendidos, além de enquadramento por crime ambiental.
A fiscalização é realizada por equipes do IAT e pelo Batalhão de Polícia Ambiental Força Verde, que atuam em todo o estado para coibir irregularidades. Denúncias podem ser feitas pelos telefones 0800-643-0304 e (41) 3213-3466.
Além da dimensão ambiental, há também um alerta de saúde pública. O consumo de pinhão imaturo pode representar riscos, já que o alto teor de umidade favorece a proliferação de fungos, comprometendo a qualidade do alimento e podendo causar danos ao consumidor.
A orientação é que a população observe a procedência do produto e priorize a compra em pontos de venda confiáveis. Mais do que uma tradição cultural e gastronômica, o consumo do pinhão está diretamente ligado à preservação de um dos ecossistemas mais ameaçados do país — e ao equilíbrio entre uso econômico e conservação ambiental.
















