Bogotá, Colômbia – Uma manifestação em Bogotá contra Israel reuniu centenas de pessoas nesta quarta-feira para denunciar as ações militares na Faixa de Gaza e protestar contra a guinada na política externa adotada pelo governo nacional.
A mobilização fez parte de uma jornada internacional convocada pela plataforma “Outubro pela Palestina”, marcando três anos do agravamento da guerra sob a palavra de ordem de que o massacre de civis continua.
A concentração começou diante da Embaixada de Israel, reunindo estudantes, ativistas de direitos humanos, movimentos sociais e partidos de esquerda com bandeiras palestinas e kufiyas tradicionais.
A caminhada seguiu até a Embaixada da Palestina, ponto central do protesto, onde os manifestantes realizaram discursos e exigiram um cessar-fogo imediato para frear os bombardeios no território palestino.
O ato concentrou fortes críticas à política externa do presidente Abelardo de la Espriella. Integrantes das entidades acusaram a atual administração de romper com o compromisso pelos direitos humanos para servir a interesses bélicos:
“O governo promove um retrocesso em termos de dignidade.”
As lideranças populares repudiaram a retomada das relações diplomáticas plenas com Israel, o reatamento de acordos de cooperação militar e a manutenção de convênios comerciais com o governo de Tel Aviv.
A conduta de De la Espriella desfaz a decisão adotada em maio de 2024 pelo ex-presidente Gustavo Petro, que cortou todas as relações bilaterais com Israel após denunciar o genocídio na Faixa de Gaza.
A embaixadora de Israel na Colômbia, Vivian Aisen, reagiu aos protestos e condenou a mobilização realizada nas imediações do prédio consular:
“A manifestação é uma provocação.”
A representante diplomática afirmou ainda que houve episódios de vandalismo e danos ao mobiliário urbano nas ruas do entorno da sede israelense durante a tarde.
A passeata bloqueou vias estratégicas da cidade e interrompeu a operação de linhas de ônibus do sistema TransMilenio, atrasando a locomoção de milhares de passageiros da capital.
Os organizadores do protesto afirmaram que continuarão com atos de rua em Bogotá contra os pactos militares oficiais e em defesa do povo palestino.



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