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Mangueira politiza, de novo, o Carnaval: não tem messias de arma na mão

Parece que deixamos para trás, afinal, da era do “carnaval patrocinado”, com enredos comprados que lembravam os “enredos mandados” do tempo da ditadura.

O samba da Mangueira, assim como no ano passado, com o “Marias, MahinsMariellesmalês”, coloca a política na Avenida, do ponto de vista popular.

Mas vai além, enfrentando a questão da religião como instrumento de opressão.

Denominando-se de “Estação Primeira de Nazaré”, apela a um “Jesus da gente”, de “rosto negro, sangue índio, corpo de mulher”, “filho de pai carpinteiro desempregado” e de mãe é Maria das Dores Brasil, de punho cerrado , pregando que “não tem futuro sem partilha, nem Messias de arma na mão”.

Carnaval, afinal, não é só alegoria.

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Veja o clipe do samba, publicado ontem.

 

 

 

 

 

 

 

 

Amilton Farias

Amilton Farias é jornalista, fundador e editor do portal Fronteira Livre. Com vivência em diferentes países da América Latina e atuação voltada ao jornalismo territorial, dedica sua escrita à análise política, social e cultural das fronteiras, dos territórios e das realidades que marcam a vida dos povos latino-americanos.

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