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Latinoware 2026 discute IA, segurança e tecnologia aberta

Evento gratuito terá palestras, competições, workshops e apresentações científicas sobre tecnologias abertas e inovação

O Latinoware 2026 deve reunir cerca de 3 mil participantes, entre estudantes que chegam em caravanas, profissionais, empreendedores, empresas e entusiastas de tecnologias abertas Foto: Suelen Bicigo/Itaipu Parquetec.

Foz do Iguaçu, PR – O 23º Congresso Latino-Americano de Software Livre e Tecnologias Abertas, o Latinoware 2026, será realizado de 14 a 16 de outubro no Grand Carimã Resort & Convention Center, em Foz do Iguaçu. Com inscrições gratuitas e expectativa de reunir até 3 mil participantes, o evento terá programação voltada a inteligência artificial, segurança cibernética, privacidade, automação, robótica e outras áreas ligadas ao desenvolvimento e ao uso de tecnologias abertas.

Organizado pelo Itaipu Parquetec e pela Itaipu Binacional, o congresso deve reunir estudantes, pesquisadores, desenvolvedores e outros interessados em tecnologia para três dias de palestras, atividades práticas, competições, apresentações científicas e encontros entre participantes.

Entre os assuntos previstos estão inteligência artificial, automação, segurança cibernética, privacidade, internet das coisas (IoT), robótica, Open Hardware, Indústria 4.0, DevOps, conectividade, educação e empreendedorismo. A entrada é gratuita e o evento é aberto ao público. As inscrições podem ser feitas no site oficial do Latinoware.

Mais de 120 horas de programação

A programação terá mais de 120 horas de conteúdo distribuídas entre palestras e painéis temáticos. Um dos nomes que retorna ao congresso é Jon “Maddog” Hall, cofundador da Linux International e presença em todas as edições do Latinoware. Ele é considerado uma das referências internacionais na defesa e disseminação do software livre.

Também estão entre os convidados a astrofísica e pesquisadora Rita de Cássia Anjos e o programador e escritor Michael Timothy Kerrisk. Além das palestras, o público poderá participar de atividades paralelas, como a competição de sumô de robôs, encontro de baterias universitárias, concurso de cosplays e workshops.

A segurança digital terá espaço próprio na programação com a CTF (Capture The Flag), competição baseada em desafios relacionados à segurança cibernética. A atividade coloca os participantes diante de problemas que exigem conhecimentos técnicos para encontrar soluções.

Outro destaque será o Latin.Science, espaço dedicado à apresentação e à troca de conhecimentos produzidos em pesquisas acadêmicas e científicas. Para a edição de 2026, foram enviados mais de 380 artigos científicos, número que representa o recorde de submissões entre todas as edições do congresso.

Itaipu Parquetec terá espaço dedicado à inovação

O Latinoware 2026 também terá uma área voltada à aproximação do público com o ecossistema de inovação de Foz do Iguaçu. Nos dias 14 e 15 de outubro, o Itaipu Parquetec manterá um espaço próprio no evento para apresentar iniciativas relacionadas a tecnologia, empreendedorismo, pesquisa, inovação e desenvolvimento.

Com o conceito “Como fazer parte de um dos melhores ecossistemas de inovação do Brasil?”, o espaço apresentará possibilidades de conexão com o Parque para pessoas que têm uma ideia e querem empreender, além de pesquisadores, desenvolvedores, startups e empresas interessadas em oportunidades de desenvolvimento e parceria.

Também serão realizadas demonstrações de soluções desenvolvidas pelo Centro de Tecnologias Aplicadas. O público poderá conhecer iniciativas de empreendedorismo, projetos desenvolvidos em parceria com universidades e diferentes formas de conexão com o ecossistema de inovação.

Ao todo, estão previstas mais de 15 palestras sobre iniciativas desenvolvidas pelo Itaipu Parquetec durante a programação do espaço.

Steve Rodríguez

*Steve Rodríguez é repórter do Fronteira Livre, pesquisador e doutorando pela UNILA com formação interdisciplinar em narrativa audiovisual, estudos culturais latino-americanos e práticas pedagógicas anticoloniais. Sua trajetória combina criação artística (teatro, cinema e cultura visual) com reflexão teórica, orientada pela perspectiva dos estudos visuais de Nicholas Mirzoeff.

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