Emprego formal cresce e Brasil cria 72,9 mil vagas em maio

Emprego formal cresce e Brasil cria 72,9 mil vagas em maio

Novo Caged aponta saldo positivo em todos os setores da economia; nos últimos 12 meses, país acumulou mais de 1,13 milhão de empregos com carteira assinada

No recorte populacional, as mulheres ocuparam, em maio, a maioria das vagas formais geradas no país. Foto: Getty Images.
WhatsApp
Telegram
Facebook
Email
LinkedIn

Brasília, DF – O Brasil criou 72.960 empregos com carteira assinada em maio de 2026, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados na última terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado decorre de 2,20 milhões de admissões e 2,13 milhões de desligamentos registrados no período.

No acumulado de janeiro a maio, o país contabiliza 767.326 novos postos formais de trabalho, o que representa crescimento de 1,6% no estoque de empregos. Considerando os últimos 12 meses, entre junho de 2025 e maio de 2026, o saldo chega a 1.132.820 vagas com carteira assinada.

Setor de serviços lidera geração de empregos

Todos os cinco grandes setores da economia registraram saldo positivo na geração de empregos formais em maio.

O setor de Serviços apresentou o melhor desempenho, com 45.655 novas vagas. O resultado foi impulsionado principalmente pelas atividades de Saúde Humana e Serviços Sociais, que abriram 14.478 postos, seguidas por Atividades Administrativas e Serviços Complementares, com 11.413 vagas, e Transporte, Armazenagem e Correio, com saldo de 6.227 empregos.

Na sequência aparecem os setores da Construção, com 12.096 vagas, Agropecuária (10.205), Indústria (4.974) e Comércio, que encerrou o mês com saldo positivo de 40 postos de trabalho.

Estados e regiões

Em maio, 22 das 27 unidades da Federação registraram saldo positivo na geração de empregos formais.

São Paulo liderou em números absolutos, com 18.224 novas vagas, seguido pelo Espírito Santo, com 9.532, e Rio de Janeiro, com 9.195 empregos gerados.

Na variação proporcional do emprego formal, o Espírito Santo apresentou o maior crescimento do país, com alta de 1,02%, seguido pelo Acre (0,77%) e pelo Piauí (0,53%).

Entre as regiões, quatro registraram desempenho positivo. O Sudeste liderou a geração de empregos, com saldo de 45.873 vagas, seguido pelo Nordeste (23.351), Norte (5.061) e Centro-Oeste (2.016). Apenas a Região Sul apresentou resultado negativo, com fechamento líquido de 4.109 postos de trabalho.

Mulheres e jovens concentraram a maior parte das vagas

As mulheres responderam pela maior parte dos empregos formais criados em maio, com saldo de 51.848 vagas, enquanto os homens registraram saldo de 21.112 postos.

Entre as faixas etárias, os trabalhadores de 18 a 24 anos concentraram o maior número de oportunidades, com saldo de 71.900 empregos.

No recorte por escolaridade, pessoas com ensino médio completo lideraram a geração de vagas, com saldo de 60.509 postos de trabalho.

Na análise por raça/cor, os maiores saldos foram registrados entre pessoas pardas, com 63.396 vagas, seguidas por pessoas pretas, com saldo de 16.136 empregos, e pessoas brancas, com 4.461 postos.

Salário médio de admissão cresce 1,5%

O salário médio real de admissão em maio foi de R$ 2.384,10. Em comparação com o mesmo mês de 2025, o rendimento apresentou aumento real de R$ 35,98, equivalente a 1,5%.

Entre os trabalhadores considerados típicos, o salário médio de admissão foi de R$ 2.428,13, valor 1,85% superior à média geral. Já entre os trabalhadores não típicos, a remuneração média ficou em R$ 2.055,88, cerca de 13,77% abaixo da média registrada no período.


Deixe um comentário

Notícias relacionadas

Siga-nos

Últimas Notícias

Rolê na Fronteira

Turismo

Câmbio Fronteira

Dólar (USD) Carregando...
Peso Argentino Carregando...
Guarani (PYG) Carregando...
Atualização --

Inscreva-se em nossa NEWSLETTER