Foz do Iguaçu (PR) — O documentário Tarará revive uma das experiências humanitárias mais marcantes da história recente ao mostrar como Cuba acolheu milhares de crianças afetadas pelo desastre nuclear de Chernobyl, ocorrido em 1986, na então União Soviética. Dirigido por Ernesto Fontan, o filme reconstrói a trajetória de crianças ucranianas que receberam tratamento médico e acolhimento na ilha caribenha, mesmo em meio às dificuldades econômicas enfrentadas pelo povo cubano naquele período. Além disso, a obra também resgata a dimensão simbólica e política do internacionalismo cubano, transformando Tarará em um retrato de solidariedade e resistência humana.
Após a explosão da usina nuclear de Chernobyl, milhares de crianças atingidas pela radiação foram encaminhadas para Cuba dentro de um amplo programa de recuperação integral organizado pelo governo cubano. Nesse sentido, Tarará, região localizada próxima a Havana, transformou-se em centro de atendimento médico e acolhimento humanitário para vítimas da tragédia nuclear. Enquanto isso, o documentário acompanha relatos emocionantes de sobreviventes e reconstrói memórias marcadas por dor, cura e reconstrução de vidas. Além disso, o filme evidencia como Cuba priorizou a saúde e a vida de crianças estrangeiras em um momento de profundas limitações econômicas internas.
Tarará Chernobyl Cuba tornou-se símbolo de solidariedade
Outro elemento importante do documentário Tarará sobre Chernobyl em Cuba é a presença simbólica de Silvio Rodríguez, uma das vozes mais importantes da Nova Trova Cubana. A participação do cantor reforça justamente a conexão entre memória coletiva, consciência social e experiência humana. Além disso, a trilha sonora da produção ajuda a construir uma atmosfera marcada por sensibilidade, resistência e reflexão política. Dessa forma, o documentário amplia seu alcance para além do registro histórico e transforma-se também em reflexão sobre solidariedade internacional e compromisso humano.
Mesmo décadas após o desastre nuclear de Chernobyl, as marcas deixadas pela experiência seguem vivas entre sobreviventes e profissionais envolvidos no programa cubano de acolhimento. Nesse sentido, Tarará reforça a importância da cooperação internacional em momentos de tragédia humanitária. Além disso, a produção também recupera valores ligados à integração latino-americana e à defesa da vida acima de interesses econômicos ou geopolíticos. O documentário mostra justamente como um pequeno país do Caribe assumiu papel decisivo no tratamento de milhares de crianças estrangeiras em um dos episódios mais dramáticos do século 20.
Cuba acolheu milhares de crianças afetadas pela radiação de Chernobyl
Ficha técnica: ROTEIRO E DIREÇÃO: Ernesto Fontan PRODUÇÃO: Juan Pablo Di Bitonto e Ernesto Fontan IDEIA ORIGINAL E ENTREVISTAS: Paola R. Gallo Peláez PRODUÇÃO EXECUTIVA: Tatiana Nemecek DIRETOR DE PRODUÇÃO: Gabriel Badaraco DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA E CÂMERA: Bruno Scarponi SOM DIRETO: Marcos Coria FOTO STILL: Catalina Gallo Peláez ASSISTENTE DE PRODUÇÃO: Federico Badaraco DESIGN E ARTE DIGITAL: Evangelina Irungaray, Can Kuyumcu e Julio Mayoral TRILHA SONORA: Roly Berrío e Mariano Otero MONTAGEM: Ernesto Fontan DIREÇÃO DE SOM: Martín Codini CORREÇÃO DE COR: Sebastián Guttman PRODUZIDO POR: Espaço da Fraternidade Argentino-Cubana em Coprodução com Carbono Films
O documentário está disponível na TV Fronteira Livre.



















