Townsville, Austrália – O tropeço da seleção brasileira no empate por 1 a 1 contra a Austrália rendeu cobranças imediatas pelo futebol apresentado e provocou a perda de espaço no ranking da Fifa, tirando a equipe do Top 5 mundial. Logo após o encerramento do confronto desta sexta-feira (25), disputado em Townsville, a entidade máxima do futebol fez a atualização de sua lista e retirou 2,02 pontos da equipe comandada por Carlo Ancelotti. Com esse desconto, o Brasil caiu para a sexta colocação ao ser ultrapassado pelo Marrocos.
Com o novo cálculo, o Brasil ficou com 1802,90 pontos, enquanto os marroquinos mantiveram a pontuação de 1803,99 e assumiram a quinta posição, abrindo 1,09 de vantagem sobre a equipe verde e amarela. O time africano pode aumentar essa diferença ainda nesta sexta-feira, quando joga em casa contra o Gabão pelas Eliminatórias da Copa Africana de Nações, entrando como favorito. A briga direta pelo quinto lugar ganha novo capítulo na terça-feira: o Brasil volta a enfrentar os australianos em um segundo amistoso, enquanto o Marrocos joga fora de casa contra Lesoto pela competição continental.
Além de ser ultrapassado pelo Marrocos, o Brasil ainda viu Portugal encostar após a vitória por 1 a 0 diante do País de Gales, na quinta-feira. A equipe capitaneada por Cristiano Ronaldo, agora sob a direção técnica de Jorge Jesus, subiu para 1791,77 pontos e ficou a apenas 11,13 de distância da Seleção. A liderança segue com a Espanha, campeã do mundo, com 1995,88 pontos, seguida pela vice-campeã Argentina e pela França.
Confira as dez primeiras posições da atualização divulgada pela entidade:
- Espanha – 1995,88 pontos
- Argentina – 1970,37
- França – 1948,97
- Inglaterra – 1922,83
- Marrocos – 1803,99
- Brasil – 1802,90
- Portugal – 1791,77
- Bélgica – 1978,36
- Holanda – 1974,83
- México – 1954,30
Dentro de campo, o desempenho da equipe brasileira gerou incômodo maior do que a simples perda de pontos. Sem controle e sem senso de urgência, a equipe só evitou a derrota aos 50 minutos do segundo tempo, com gol marcado por Rayan. O rendimento fez o torcedor lembrar os problemas vistos dois meses atrás, quando a equipe não conseguiu se impor diante de rivais com menos tradição e foi alvo de críticas semelhantes pela postura mostrada contra a Noruega, adversário superior ao australiano.
Os dados de posse de bola (65%) e as 16 finalizações do time brasileiro — contra sete da Austrália — não retrataram o que foi o jogo. O duelo se transformou em uma troca franca de ataques, em um gramado ruim em Townsville, com a posse “maquiada” pela pressão final quando os donos da casa recuaram para segurar o placar. O Brasil voltou a mostrar inferioridade e dificuldade no meio-campo, perdendo duelos e cedendo espaços sem que ninguém conseguisse acalmar o jogo com a bola no pé. Sem sofrer pressão na saída, a Austrália avançou com frequência pela ponta esquerda e deu trabalho ao lateral Matheuzinho, que se destacou defensivamente.



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