Brasília, DF – O mercado de trabalho registrou a abertura de 165.827 empregos formais em agosto no Brasil, resultado de 2.294.563 admissões contra 2.128.736 demissões no período. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta terça-feira (29).
Com o desempenho do mês, o saldo acumulado entre janeiro e agosto alcançou 1.134.033 postos com carteira assinada. O volume mensal representa um avanço de 183,1% em relação a julho, quando foram criadas 58.568 vagas, e uma alta de 7,2% na comparação com agosto do ano anterior, período que somou 154.683 novas contratações líquidas.
Apesar do saldo positivo em escala nacional, a conjuntura econômica e a pressão sobre os custos de produção e financiamento continuam ditando o fôlego da atividade produtiva. O ministro em exercício do Trabalho e Emprego, Francisco Macena, avaliou o cenário durante a divulgação dos números:
“O que percebemos é que o emprego continua crescendo. Os dados de agosto mostram isso, apesar de irem em um ritmo inferior ao do ano passado e inferior ao que a gente teria como expectativa se alguns aspectos da economia não fossem esses que vivenciamos.”
Macena também indicou entraves que afetam o ritmo dos investimentos e a dinâmica das empresas:
“Juros altos, tarifaço e outras questões.”
No recorte setorial, todos os cinco grandes setores econômicos registraram saldo positivo de contratações. Serviços liderou a criação de vagas formais, gerando 110.346 postos de trabalho no mês, seguido pela construção civil (+20.848), indústria geral — considerando transformação e extração — (+16.613), comércio (+16.565) e agropecuária (+1.452).
Dentro de Serviços, a expansão foi puxada pelo segmento de educação, responsável por 25.416 contratações com carteira assinada. Na construção civil, a maior movimentação ocorreu em serviços especializados para construção, com saldo de 8.415 vagas. Na indústria, a fabricação de produtos alimentícios respondeu pelo maior volume, abrindo 10.171 postos.
Em termos territoriais, todas as cinco macrorregiões do país registraram saldo positivo no mês. A região Sudeste liderou o volume absoluto de contratações, com 73.167 novas vagas, seguida por Nordeste (+59.356), Norte (+13.603), Sul (+10.850) e Centro-Oeste (+8.699).
No plano estadual, 24 unidades da federação tiveram saldo positivo, enquanto três fecharam mais vagas do que abriram. Os maiores saldos positivos foram registrados em São Paulo (+42.533), Rio de Janeiro (+20.886) e Pernambuco (+13.428). Já as perdas líquidas ocorreram no Rio Grande do Sul (-1.611), em Rondônia (-923) e no Espírito Santo (-287).
O levantamento do ministério apontou ainda que o salário médio real de admissão no país ficou em R$ 2.410,74 em agosto. O valor corresponde a um ganho real de R$ 24,31 (+1,02%) em comparação com agosto de 2025, quando a remuneração média de entrada era de R$ 2.386,43.



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