Cidade de Gaza, Palestina – Um ataque aéreo das forças de Israel contra um prédio residencial na zona oeste da Cidade de Gaza matou ao menos cinco palestinos neste sábado (3), entre eles quatro mulheres.
O bombardeio foi denunciado pelo presidente do Conselho Nacional Palestino, Rawhi Fattouh, que acusou as forças armadas israelenses de manterem uma política violenta e permanente contra a população local.
“A natureza de um Estado que, em suas relações com os palestinos, não conhece outra linguagem senão a da morte, da destruição e do terror.”
Fattouh informou que, entre as vítimas fatais, estão a professora e pesquisadora Dra. Yasmin Al-Boubou, além de Mary Hafez Abu Daoud e a filha dela, Misa. Mãe e filha pertenciam à comunidade cristã de Gaza.
Para o dirigente palestino, as mortes de pessoas com diferentes religiões e profissões dentro de um imóvel comprovam que os ataques não poupam civis.
“A máquina de matar israelense não está interessada na religião, idade ou profissão da vítima, mas sim no palestino como tal, seja muçulmano ou cristão, mulher, criança ou acadêmico.”
Fattouh declarou ainda que a destruição de residências e a morte de famílias desmentem os discursos que tentam retratar as operações militares como ações direcionadas apenas a grupos armados.
“Revela a natureza falaciosa de todas as alegações que visam apresentar essa agressão como uma guerra travada contra um grupo específico.”
Segundo a liderança, o que ocorre no terreno é a tentativa de aniquilar a população civil e destruir suas casas unicamente por serem palestinos.
“Um padrão contínuo de assassinatos, terror e desprezo pela vida civil.”
O representante palestino cobrou a abertura imediata de investigações internacionais independentes e o julgamento dos responsáveis pelas mortes de civis. Fattouh também criticou a inação de governos estrangeiros e organismos globais diante da ocupação.
“Um flagrante desrespeito ao direito internacional e à santidade da vida humana.”
Fattouh afirmou que a impunidade garante cobertura política para Israel seguir com as ações militares, e advertiu que o silêncio internacional apenas concede mais tempo para novos crimes.
Dados de fontes médicas locais apontam que a ofensiva militar israelense já deixou 74.228 mortos na Faixa de Gaza desde outubro de 2023. No mesmo período, o total de feridos chegou a 175.188.
Nas últimas 24 horas, hospitais de Gaza receberam outros sete corpos, incluindo duas pessoas que não resistiram aos ferimentos de ataques anteriores e uma vítima resgatada sob escombros. Outros 20 palestinos feridos foram atendidos no mesmo intervalo.
As autoridades de saúde informaram também que, desde o início do cessar-fogo em 11 de outubro de 2025, 1.445 pessoas foram mortas, 5.052 ficaram feridas e 835 corpos foram recuperados sob ruínas.
O total acumulado de mortos recebeu recentemente a inclusão de 181 vítimas, após o comitê responsável concluir a verificação e o registro das identidades.



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