Foz do Iguaçu, PR – O acumulado de chuva atingiu 170 milímetros na Região Norte de Foz do Iguaçu entre as 21h de domingo (11) e as 18h de segunda-feira (12). O temporal sobrecarregou galerias pluviais, alagou vias urbanas e expulsou 25 pessoas de suas moradias, concentrando os estragos mais graves nas ocupações da periferia.
O balanço da administração municipal confirma nove pessoas desabrigadas e 16 desalojadas. Enquanto o primeiro grupo ficou sem teto e precisou de abrigo público, o segundo recorreu a parentes e conhecidos após ter as casas invadidas pela água.
Os pluviômetros automáticos do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden) marcaram 142 mm na Região Leste e 102 mm na Região Sul. A rede de escoamento falhou nas primeiras horas da manhã, abrindo frentes de transtorno a partir das 10h.
Na malha viária, a enxurrada cobriu a Rua D, no Jardim Ipanema, a Rua Ernesto Keller, no bairro Bourbon, e a esquina da Avenida Felipe Wandscheer com a Rua Itaboraí. A água também tomou a Rua Flávio Cavalieri, no Jardim Morenitas, e trechos das ruas das Rosas e das Tulipas, no Jardim das Flores.
Se no asfalto a chuva travou o trânsito, nos fundos de vale e áreas sem saneamento ela expôs a vulnerabilidade habitacional do município. À tarde, cinco casas situadas em um beco no fim da Rua Castanha do Pará, na ocupação Bubas, acabaram tomadas pela enxurrada.
Equipes da Secretaria de Assistência Social e da Defesa Civil atenderam a comunidade do Bubas. Uma família foi para a residência de parentes, outra seguiu para a casa de amigos e duas recusaram a saída dos imóveis, mesmo sob risco. Três pessoas foram acolhidas em uma casa de passagem.
A precariedade do solo urbano voltou a cobrar a conta ao lado do Residencial Lagoa Dourada. Uma moradia da ocupação vizinha foi inundada, obrigando a transferência de mais seis pessoas para a estrutura municipal de acolhimento.
Paralelamente aos danos nos bairros, a Defesa Civil acompanha o comportamento das bacias hidrográficas dos rios Paraná e Iguaçu. O grande volume nas cabeceiras já provocou cheias na orla local: a água cobriu quiosques no Cataratas Iate Clube e avançou sobre o pátio de uma mineradora no porto de areia.



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