ACIFI alerta para impacto do custeio da saúde no orçamento de Foz do Iguaçu

ACIFI alerta para impacto do custeio da saúde no orçamento de Foz do Iguaçu

Danilo Vendruscolo participou de audiência sobre o ciclo do orçamento público, no Legislativo. foto: Christian Rizzi - Câmara de Foz do Iguaçu.
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O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (ACIFI), Danilo Vendruscolo, levou um alerta contundente à audiência pública sobre o ciclo orçamentário, realizada na Câmara de Vereadores na segunda‑feira (30 de junho). Segundo dados apresentados pela prefeitura, aproximadamente um terço (33 %) da receita corrente líquida da cidade é destinado à saúde, mais do que o dobro do piso de 15 % fixado pela Lei Complementar n.º 141/2012.

Para Vendruscolo, a conta “não fecha”: se o modelo continuar, o município corre o risco de comprometer áreas vitais do orçamento. O dirigente pediu que Legislativo e Executivo priorizem o tema e cobrem maior participação financeira dos governos Estadual e Federal.

A legislação estabelece que o financiamento da saúde deve ser compartilhado entre as três esferas de governo. Em Foz, no entanto, o peso recai desproporcionalmente sobre a prefeitura, situação agravada por especificidades de fronteira. Atendimento regional: o Hospital Municipal recebe pacientes de outros oito municípios. População flutuante: turistas e visitantes ampliam a demanda por serviços. “Se não houver divisão justa dos custos, corremos o risco de inviabilizar o orçamento público”, advertiu Vendruscolo.

Ex‑presidente do Programa Oeste em Desenvolvimento (POD) e voluntário do Hospital Municipal por cinco anos, Vendruscolo comparou: a média de investimento em saúde dos 54 municípios da região Oeste é de 16 %—metade do índice iguaçuense. Ele coordenou ainda a Câmara Técnica de Saúde do Codefoz, participando da intervenção estadual que recuperou o hospital após a gestão Reni Pereira.

Aproveitando a presença do prefeito general Joaquim Silva e Luna (PL), Vendruscolo voltou a cobrar a transferência da captação de água do Rio Tamanduá para o lago de Itaipu. Estudos técnicos indicam melhor qualidade e segurança hídrica no lago, condição crucial para a expansão urbana. O tema integra a lista de 70 projetos estratégicos entregue a Prefeitura, Câmara e Itaipu Binacional. “Se não resolvermos a captação, perderemos investimentos; não se pode construir na única saída de Foz, na divisa com Santa Terezinha de Itaipu”, observou.


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