Foz do Iguaçu (PR). O 34º Batalhão de Infantaria Mecanizado (34º BI Mec) realizou um treinamento de navegação anfíbia com a Viatura Blindada de Transporte de Pessoal Média Sobre Rodas (VBTP-MSR) Guarani 6×6, em atividade voltada à capacitação de militares para a transposição de rios e outros cursos d’água.
Segundo informações divulgadas sobre o exercício, motoristas e comandantes de viatura passaram por treinamento prático para conduzir o blindado em ambiente aquático. A preparação incluiu procedimentos de segurança como testes de flutuabilidade, vedação do veículo e avaliação das condições de margens e correnteza antes da entrada na água.
A atividade foi acompanhada por oficiais responsáveis pela segurança e pela prevenção de acidentes. As guarnições repetiram os circuitos de navegação para aperfeiçoar a técnica e ampliar a capacidade de resposta em situações semelhantes às enfrentadas em operações reais.
Sediado em Foz do Iguaçu (PR), cidade localizada na tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina, o 34º BI Mec atua em uma região marcada pela circulação intensa de pessoas, mercadorias e forças de segurança. Nesse contexto, a capacidade de transpor cursos d’água sem depender de pontes ou de estruturas de engenharia pesada é tratada pelo Exército como um elemento de mobilidade tática e prontidão operacional.
De acordo com o material divulgado sobre o treinamento, esse tipo de preparo é considerado importante para ações de patrulhamento e de combate a crimes transfronteiriços. A atividade também integra o processo de habilitação técnica de militares para operar o Guarani em condições variadas de terreno e deslocamento.
O Guarani 6×6 é um dos principais veículos do processo de modernização da infantaria mecanizada do Exército Brasileiro. Desenvolvido em parceria entre o Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército e a Iveco Defense Vehicles, o blindado possui tração integral, motor de 383 cavalos de potência e pode atingir cerca de 95 km/h em terra. Na água, é impulsionado por duas hélices hidráulicas e alcança velocidade aproximada de 9 km/h, segundo as informações técnicas divulgadas sobre o modelo.
Além da capacidade anfíbia, o veículo conta com blindagem projetada para resistir a disparos de armas de fogo e estilhaços, proteção contra explosões de minas e possibilidade de receber diferentes sistemas de armamento, conforme a missão. No treinamento realizado em Foz, porém, o foco esteve menos na exibição do equipamento e mais na formação das equipes responsáveis por operá-lo em ambiente fluvial.
A atividade ocorre em um momento em que o reforço logístico e operacional das Forças Armadas na faixa de fronteira segue sendo apresentado como parte da estratégia de vigilância e presença estatal em áreas sensíveis. Em Foz do Iguaçu, onde fronteira e circulação regional fazem parte do cotidiano, exercícios desse tipo também ajudam a dimensionar como a presença militar se articula com o território.


















