Brasília, DF – O governo federal anunciou um reforço de R$ 140 bilhões para a política Nova Indústria Brasil (NIB), ampliando o volume total de investimentos disponíveis para mais de R$ 750 bilhões até 2026. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 22 de junho, durante cerimônia em comemoração aos 74 anos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com foco em iniciativas voltadas à indústria, inovação, transição energética e desenvolvimento sustentável.
O evento reuniu autoridades e marcou também a apresentação de novas ações estratégicas para o fortalecimento da economia brasileira, com destaque para programas de financiamento e mecanismos de apoio à transformação produtiva do país.
A Nova Indústria Brasil receberá R$ 102,5 bilhões do BNDES e R$ 37,5 bilhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Os recursos serão destinados a setores considerados estratégicos, como fertilizantes, máquinas agrícolas, insumos farmacêuticos ativos (IFAs), biofármacos, terapias avançadas, mobilidade sustentável, inteligência artificial, audiovisual, minerais críticos e tecnologias duais.
Durante o evento, foi lançado o portal Investe Indústria Brasil, desenvolvido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), que funcionará como uma plataforma de monitoramento da política industrial, reunindo informações sobre intenções de investimento e gargalos produtivos.
Na cerimônia, o presidente da República destacou a importância da integração entre o setor público e privado para o desenvolvimento econômico.
“O que é público e que funciona tem que continuar público e funcionando, o que é privado e funciona, tem que continuar sendo privado e funcionando. O que importa é que os dois produzam”, afirmou.
O BNDES apresentou também resultados relacionados à agenda de sustentabilidade, com expansão do chamado BNDES Verde. Segundo a instituição, o Fundo Clima passou de uma média de R$ 386 milhões por ano no período anterior para R$ 25,6 bilhões anuais na gestão atual, com impacto na redução de emissões de carbono.
O banco também destacou a ampliação do Fundo Amazônia, que saiu de um período de paralisação para novos aportes de R$ 4,4 bilhões, com ampliação do número de países doadores e alcance em municípios da região amazônica.
No campo da transição energética, o BNDES e a Petrobras firmaram parceria para pesquisas e desenvolvimento em minerais críticos e estratégicos, como lítio, níquel, grafite e terras raras, voltados às cadeias de energia e tecnologia.
Também foi divulgado o resultado do primeiro leilão do ProFloresta+, iniciativa de restauração ecológica na Amazônia voltada à geração de créditos de carbono. O projeto prevê a mobilização de cerca de R$ 450 milhões, geração de empregos verdes e o plantio de mais de 25 milhões de árvores nativas.
Outro anúncio foi o financiamento de R$ 340 milhões do BNDES para aquisição de até 85 mil bicicletas elétricas destinadas a entregadores de plataformas digitais. A iniciativa busca ampliar o acesso à micromobilidade, reduzir custos operacionais e contribuir para a redução de emissões de carbono até 2032.
Durante o evento, representantes do governo e de instituições públicas destacaram o papel do BNDES no desenvolvimento econômico e na ampliação de investimentos em infraestrutura, inovação e sustentabilidade no país.



















