Foz do Iguaçu, PR – As águas intensas do Rio Iguaçu, em Foz do Iguaçu, serviram como cenário de uma das mais avançadas etapas de treinamento do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná. Nesse contexto, entre os dias 11 e 13 de maio, militares do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST) e do 8º Batalhão participaram da fase final do Curso de Operador de Embarcação de Resgate. Além disso, a operação integrou tecnologia, técnica e simulações em ambiente real de alta complexidade.
De forma estratégica, o Macuco Safari apoiou o treinamento com sua estrutura operacional e com sua experiência de quatro décadas em navegação nas águas brancas das Cataratas do Iguaçu. Assim, a equipe utilizou esse suporte para realizar exercícios em condições reais de correnteza extrema. Como resultado, os militares ampliaram sua capacidade técnica em cenários críticos.
Tecnologia aplicada ao salvamento em águas rápidas
Além do treinamento prático, a operação destacou o uso de cinco motoaquáticas do modelo Rescue Runner. O governo do Paraná, por meio do governador Carlos Massa Ratinho Junior, viabilizou a compra desses equipamentos com investimento superior a R$ 2 milhões.
Diferentemente de embarcações convencionais, os projetistas criaram o Rescue Runner exclusivamente para operações de resgate. Portanto, o sistema utiliza propulsão a jato, sem hélice externa, o que reduz significativamente os riscos durante o contato com vítimas e operadores. Além disso, o casco reforçado em polímero absorve impactos com pedras e troncos sem comprometer sua estrutura.
Outro ponto importante envolve a plataforma traseira de resgate. Dessa forma, os operadores embarcam rapidamente até duas vítimas simultaneamente, o que reduz o tempo de resposta em situações críticas, como enchentes e salvamentos fluviais.
Treinamento em cenário extremo no Rio Iguaçu
A escolha de Foz do Iguaçu para essa etapa não ocorreu por acaso. Pelo contrário, o Major Eduardo Niederheitmann Hunzicker, subcomandante do GOST, explicou que a região oferece condições ideais para simulações realistas.
Segundo ele, a combinação entre alto volume de água e forte turbulência cria um ambiente de estresse operacional semelhante ao de ocorrências reais. Assim, essa característica eleva o nível técnico da tropa e aumenta a confiança dos militares em operações complexas.
Ele afirmou: “Ao enfrentar essas condições, os militares passam por situações muito próximas dos cenários mais críticos encontrados em ocorrências reais, o que eleva significativamente o nível técnico da tropa e proporciona maior confiança para atuar em operações onde cada detalhe aprendido é colocado à prova.”
Além disso, a equipe incluiu no treinamento técnicas avançadas de leitura hidrodinâmica e manobras em correnteza forte. Dessa maneira, os instrutores alinharam a atividade com doutrinas internacionais de salvamento em águas rápidas, o que fortalece o padrão técnico da formação.
Integração entre tecnologia e experiência operacional
Por outro lado, a iniciativa representa um avanço importante na modernização das operações de resgate no Paraná. Isso ocorre porque o novo modelo amplia a capacidade de resposta em enchentes urbanas e em áreas de difícil acesso.
Segundo Lucas Teixeira, Gerente Geral do Macuco Safari, a segurança orienta todas as operações na região.
Ele declarou:
“A segurança para nós é prioridade absoluta. O Rio Iguaçu é um ambiente vivo, que exige respeito, preparo técnico e treinamento permanente.”
Além disso, o gestor destacou a experiência da equipe local, formada por profissionais com mais de 20 anos de atuação nas Cataratas do Iguaçu. Nesse sentido, ele reforçou o compromisso conjunto entre a empresa e o Corpo de Bombeiros com a excelência operacional.
Modernização e resposta a desastres
Por fim, a incorporação das novas motoaquáticas e a realização do treinamento intensivo representam um salto tecnológico para o estado. Assim, o Paraná amplia sua capacidade de resposta em situações de emergência, especialmente em eventos climáticos extremos.
Em síntese, a integração entre tecnologia sueca, experiência local e formação especializada consolida um modelo operacional mais eficiente. Dessa forma, o estado reforça tanto a segurança das equipes de resgate quanto a proteção da população em situações críticas.



















