Teerã, Irã – O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, alertou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de que qualquer nova agressão terá resposta severa. A declaração foi divulgada no domingo (18/10), por meio das redes sociais do ministro.
Araghchi citou os episódios militares anteriores entre os dois países para sustentar que a República Islâmica tem poder bélico para revidar novas ações armadas promovidas pelas Forças de Defesa de Israel.
O chanceler dirigiu sua mensagem diretamente ao premiê de Israel em tom de confronto aberto:
“Da última vez que vocês quiseram ‘terminar o serviço’, o Irã saiu ainda mais forte. Querem tentar a sorte de novo? Fiquem à vontade. Mas cuidado, nós também temos assuntos inacabados.”
Além de prometer retaliação, Araghchi afirmou que os ataques ordenados pelo governo israelense buscam deliberadamente empurrar os Estados Unidos para uma guerra de grandes proporções no Oriente Médio.
O chanceler avaliou que Netanyahu utiliza as operações militares fora de suas fronteiras como manobra de sobrevivência política, visando desviar o foco das denúncias internacionais de crimes de guerra que pesam contra sua conduta.
A manifestação de Teerã respondeu de forma direta à postura do presidente norte-americano, Donald Trump, que declarou publicamente apoio total e inabalável ao primeiro-ministro de Israel.
Trump argumentou que a liderança de Netanyahu evita que os Estados Unidos tenham que enfrentar o exército iraniano sem aliados no front — confronto direto que a Casa Branca diz preferir não travar neste momento.
O aumento da tensão retórica ocorre no mesmo instante em que equipes de Washington e de Teerã mantêm contatos diplomáticos para costurar um acordo de distensão regional.
Como parte dessas conversas de bastidor, o governo do Irã apresentou um plano de sete dias para suspender as restrições no Estreito de Ormuz e liberar o tráfego de embarcações civis e petroleiros.
Essa normalização na principal rota de petróleo do planeta, contudo, não será imediata: as autoridades iranianas exigem contrapartidas econômicas e políticas de Washington para retirar as ameaças sobre a navegação.
O desenrolar da crise agora depende de concessões mútuas na diplomacia, enquanto persistem as trocas de acusações de parte a parte e o risco de um choque militar iminente na região.



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