Washington, EUA – A aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu para 32% às vésperas das eleições de meio de mandato de 3 de novembro, segundo a mais recente pesquisa Reuters/Ipsos. O índice, o menor registrado pela pesquisa durante os dois mandatos de Trump, ocorre em meio ao aumento da insatisfação dos americanos com o custo de vida e à perda de apoio entre eleitores hispânicos e independentes.
A pesquisa foi realizada entre 30 de setembro e 5 de outubro com 4.506 adultos americanos. A margem de erro para o conjunto da amostra é de aproximadamente 1,5 ponto percentual, embora seja maior nos recortes por subgrupos.
A economia aparece como um dos principais pontos de desgaste para o governo. O aumento da inflação e dos preços dos combustíveis elevou a preocupação com o custo de vida, em um contexto marcado pela guerra com o Irã. Pesquisas anteriores da Reuters/Ipsos já apontavam a questão como uma das principais preocupações dos eleitores e registravam forte desaprovação à forma como Trump conduz o tema.
Entre os eleitores hispânicos, a queda é particularmente acentuada. Apenas 24% aprovam a forma como Trump conduz a Presidência, o menor índice registrado entre os dois mandatos. O grupo havia sido importante para a vitória republicana em 2024, quando Trump conquistou quase metade do voto hispânico.
Na disputa pelo Congresso, 52% dos eleitores hispânicos registrados dizem que pretendem votar em candidatos democratas, enquanto 26% indicam preferência pelos republicanos. Outra pesquisa, da NBC News/Telemundo, aponta que 59% dos eleitores latinos preferem um Congresso controlado pelos democratas, o dobro da diferença registrada dois anos antes.
No conjunto dos eleitores registrados, os democratas aparecem com 44% das preferências para o Congresso, contra 37% dos republicanos. Entre os independentes, a diferença é maior: 37% preferem os democratas e 21% os republicanos, enquanto 28% ainda não decidiram.
A vantagem republicana também diminuiu entre os eleitores mais velhos. No grupo acima de 50 anos, a diferença caiu de oito pontos em dezembro para dois pontos: 44% para os republicanos e 42% para os democratas. Entre os eleitores com menos de 50 anos, os democratas mantêm vantagem de 18 pontos percentuais.
Os números alimentam avaliações de analistas sobre a possibilidade de os democratas recuperarem a maioria na Câmara dos Representantes. O controle do Senado também aparece como uma disputa mais incerta. A pesquisa, porém, mede a preferência nacional e não determina por si só a composição futura do Congresso, que será definida pelas disputas em cada estado e distrito.
A perda de apoio também começa a aparecer na estratégia de candidatos republicanos. Alguns passaram a se afastar do discurso da Casa Branca em temas sensíveis, como imigração, numa tentativa de preservar apoio em seus respectivos eleitorados.
Trump, por sua vez, rejeitou os dados ao ser questionado por jornalistas antes de embarcar para Nebraska. Sobre a perda de apoio entre eleitores latinos, respondeu: “Estou muito bem”. O presidente atribuiu os resultados à cobertura negativa de veículos como a CNN.
A pesquisa Reuters/Ipsos foi feita nacionalmente durante seis dias, encerrados na segunda-feira, 5 de outubro. A amostra de 4.506 adultos foi selecionada por meio do KnowledgePanel, com ajustes estatísticos para refletir características demográficas e políticas da população americana.



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