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PF prende estrangeiro por tráfico de pessoas na Ponte da Amizade

Investigado foi preso durante tentativa de retorno ao Paraguai e é apontado como integrante de uma rede transnacional de exploração sexual

Foto: Polícia Federal.

Foz do Iguaçu, PR – A Polícia Federal prendeu, na última quinta-feira (27), na Aduana da Ponte Internacional da Amizade, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, um cidadão estrangeiro que tinha um mandado de prisão preventiva em aberto pelos crimes de tráfico internacional de pessoas e associação criminosa.

A prisão ocorreu durante uma fiscalização de rotina, quando os policiais identificaram o investigado no momento em que ele tentava atravessar a fronteira de retorno ao Paraguai.

No veículo conduzido pelo suspeito também estava uma jovem de nacionalidade paraguaia, que se encontrava no Brasil trabalhando como garota de programa. Ela foi encaminhada à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu para prestar depoimento formal à autoridade policial.

Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Federal em Foz do Iguaçu, o homem exerceria a função de operador logístico de uma organização criminosa transnacional. Ele seria responsável pelo aliciamento e transporte clandestino de mulheres estrangeiras para exploração sexual e servidão por dívidas em estabelecimentos da região de fronteira.

Durante a abordagem, os policiais também apreenderam pertences pessoais e mídias eletrônicas encontradas no veículo. O material será submetido à análise e poderá contribuir para o prosseguimento das investigações.

O preso foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu, onde permanece à disposição da Justiça. As investigações continuam com o objetivo de identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa e esclarecer a extensão da atuação da rede transnacional.

Steve Rodríguez

*Steve Rodríguez é repórter do Fronteira Livre, pesquisador e doutorando pela UNILA com formação interdisciplinar em narrativa audiovisual, estudos culturais latino-americanos e práticas pedagógicas anticoloniais. Sua trajetória combina criação artística (teatro, cinema e cultura visual) com reflexão teórica, orientada pela perspectiva dos estudos visuais de Nicholas Mirzoeff.

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