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Como as canetas emagrecedoras já impactam a economia

Remédios para emagrecer cortam gastos com fast-food em 8%, movimentam o PIB de países e geram impactos na aviação civil.

Medicamentos para controle de peso provocam impacto direto na economia internacional. Foto: Reprodução.

Foz do Iguaçu, PR – A busca crescente pelas canetas emagrecedoras ultrapassou os consultórios médicos e passou a mexer diretamente na conta do supermercado, no faturamento do comércio e nos indicadores econômicos de países inteiros. Os remédios aplicados para conter o apetite e reduzir a gordura corporal já mudam a rotina de consumo das famílias e abrem projeções de corte de custos operacionais até no setor de aviação comercial.

Os efeitos práticos no orçamento doméstico foram medidos em um estudo recente realizado com famílias nos Estados Unidos. O levantamento revelou que, após seis meses ininterruptos de tratamento com os medicamentos, os gastos médios nos supermercados caíram 5,3%. O corte foi ainda mais expressivo na alimentação fora de casa: as despesas em lanchonetes de fast-food, cafeterias e restaurantes de refeições rápidas despencaram cerca de 8%. Com a diminuição do apetite provocada pelo tratamento, as pessoas compram menos comida, consomem menos produtos ultraprocessados e redirecionam o dinheiro do mês para outras necessidades.

No cenário macroeconômico, as vendas desses remédios alcançaram peso decisivo no Produto Interno Bruto (PIB) de nações europeias. Na Dinamarca, país onde fica a fábrica e a sede do principal laboratório desenvolvedor das fórmulas, a indústria farmacêutica garantiu cerca de metade de todo o crescimento real da economia em 2023. O próprio Banco Central dinamarquês confirmou que, se não fosse o salto histórico na produção e nas exportações desses medicamentos, a economia do país teria ficado praticamente estagnada ao longo daquele ano.

O impacto da mudança física dos pacientes também entrou na mira das companhias aéreas. Cálculos preliminares apontam que uma redução de 10% no peso médio dos passageiros poderia economizar até 1,5% do combustível queimado pelos aviões em cada rota comercial, aliviando uma das despesas mais pesadas do transporte de passageiros. O tratamento, que começou focado apenas na perda de peso individual, agora remodela o comércio de alimentos, altera a balança de pagamentos e interfere na cadeia de suprimentos global.

Amilton Farias

Amilton Farias é jornalista, fundador e editor do portal Fronteira Livre. Com vivência em diferentes países da América Latina e atuação voltada ao jornalismo territorial, dedica sua escrita à análise política, social e cultural das fronteiras, dos territórios e das realidades que marcam a vida dos povos latino-americanos.

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