Por Roberto Andrade – Opinião
Em 2016 o meio ambiente perdia uma grande defensora, Berta Cáceres, líder indígena hondurenha e ativista ambiental e social. Berta foi assassinada em 2016, e desde de 2013 vinha sofrendo ameaças após uma hidrelétrica chinesa ter seus investimentos retirados por parte do Banco Mundial, isso como resultado dos protestos liderados por Berta.
No dia 17 de janeiro, no Estado de Michoacán, México, mais uma grande perda para a defesa meio ambiente, dessa vez foi Guadalupe Campanur, também pertencente a uma comunidade indígena, aos seus 32 anos de idade, a jovem defensora foi assassinada estrangulada. Sua cidade, Cherán, de apenas 20.000 habitantes, ficou conhecida após se declararem uma cidade autônoma e com um governo estabelecido pela comunidade, com a ausência de partidos políticos.
Desde sua autonomia, Cherán e os chamados “comuneros” vem travando muitas lutas, principalmente em defesa do meio ambiente, já que em seus bosques há um pinheiro cuja madeira é muito cobiçada pelos madeireiros ilegais, e justamente esses madeireiros podem estar ligados ao seu assassinato.
Uma pergunta que fica em mente é, até quando isso vai continuar? Quantos mais guerreiros e guerreiras, Bertas, Guadalupes e Chicos, defensores do meio ambiente e da natureza perderemos? É necessário que os governos tomem medidas urgentes, aliás, a defesa do meio ambiente não é uma causa individual, ou de uma comunidade apenas, mas sim uma causa a nível global, ou tomamos medidas agora, ou coisas péssimas nos aguardarão no futuro. Isso leva em conta a extinção de espécies animais e vegetais, a destruição dos povos tradicionais e suas culturas. Isso será um dano irreversível!
___
*Roberto Andrade, estuda Ciências Econômicas na Unespar – Campus de Campo Mourão
____________________________________________
As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade do autor (a) e não refletem necessariamente a política editorial do Fronteira Livre
















