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Home Sem categoria

Por Amilton Farias
14/02/2024 - 18:21
em Sem categoria
Policiais na favela do Caju, no Rio de Janeiro, em 2013 | Ratao Diniz/BrazilPhotos/Alamy Stock Photo

Policiais na favela do Caju, no Rio de Janeiro, em 2013 | Ratao Diniz/BrazilPhotos/Alamy Stock Photo

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UNILA trabalha na identificação de bens culturais do Parque Nacional do Iguaçu

Acordo de cooperação técnica entre Unila e ICMbio permitirá a coleta e identificação de documentos, mapas, fotografias e objetos; entre esses materiais estão os relacionados à Usina São João

Além da beleza natural, o Parque Nacional do Iguaçu (PNI) guarda documentos e objetos importantes que contam a sua história e a da cidade. Esses bens culturais estão sendo reunidos e identificados para que possam, posteriormente, ser apresentados ao público em exposições – presenciais ou virtuais – ou espaços de memória. Essas ações estão previstas no acordo de cooperação técnica assinado entre o PNI e a UNILA e que tem como objeto o levantamento, inventário e conservação dos bens culturais do parque.

Coordenado pelo historiador e docente da UNILA, Micael Alvino Silva, o grupo que está focado no trabalho previsto no acordo conta ainda com os docentes Heloísa Marques Gimenez e Mamadou Alpha Diallo, e o servidor técnico-administrativo, museólogo e historiador, Pedro Louvain. “O acordo de cooperação técnica traz da UNILA o que ela tem de melhor que é o seu quadro de especialistas para a coleta, análise e interpretação de documentos e objetos históricos e culturais e a contrapartida do parque é permitir o acesso a todos os espaços onde este material possa ser encontrado”, explica Micael.

Com o acordo, será possível agregar diferentes projetos de pesquisa e extensão relacionados à cultura e história, como o projeto “Museologia social no Parque Nacional do Iguaçu: levantamento, inventário e conservação dos bens culturais”, desenvolvido desde 2021 e coordenado por Pedro Louvain. Foi a partir desse projeto de extensão que nasceu a necessidade de estabelecer um acordo de cooperação.

Entre os documentos encontrados pela equipe de Louvain estão fotografias, 500 plantas arquitetônicas de prédios históricos do Parque (todas digitalizadas e à disposição de pesquisadores) e mapas. “Há um material iconográfico fantástico. Entre eles um mapa de 1940 que inclui a parte urbana de Foz do Iguaçu . A cidade não tem mapa dessa época. O parque tem. E está tudo preservado”, comemora Micael.

Também foram identificados projetos arquitetônicos e documentos dos equipamentos da primeira usina hidrelétrica da região oeste do Paraná, a Usina São João, que forneceu energia elétrica entre 1942 e 1983. O projeto da usina nasceu no rastro da criação do Parque, em 1939, como parte da infraestrutura necessária para permitir o acesso de turistas, assim como o primeiro aeroporto da cidade (hoje sede do Gresfi), conta Micael.

“A gente vê a usina sendo construída no conjunto dos grandes investimentos para gerar energia para o parque e levar a linha de transmissão para o centro da cidade. E isso em 1940. A ligação da rede elétrica do parque à cidade é uma infraestrutura gigantesca para a época, num lugar inóspito”, analisa. A Foz do Iguaçu da época era formada por 14 ruas, dispostas a partir do quartel do Exército, e recebeu dois ramais elétricos para abastecer o próprio quartel, o aeroporto e o Hotel Cassino Iguaçu (hoje sede do Senac).

“Esse é um ponto em relação ao Parque Nacional que ninguém foca. O parque está em um lugar que os estrategistas do governo federal sabiam que não tinha nada. E tinham que fazer tudo”, destaca Micael, citando também como parte da melhoria da infraestrutura o envio de recursos para o porto de Foz, que possibilitava o acesso à cidade localizado onde hoje está a sede da Marinha, e a construção da BR 277. “É impressionante a gente saber que tem recursos do parque na rodovia, recursos para melhorar a infraestrutura do porto. Foi um megainvestimento em Foz do Iguaçu na naquela época. Estima-se 32 milhões de cruzeiros, quando o orçamento do Paraná todo era de 28 milhões de cruzeiros.”

A contribuição da Usina São João para o desenvolvimento da cidade também é um aspecto apontado por Pedro Louvain. “A usina é um bem cultural extraordinário que tem sua importância pela contribuição para o desenvolvimento do Parque e do município. Foz teve luz, por muito tempo, graças à Usina de São João”, diz. “É um patrimônio cultural contemporâneo e é necessário ter o reconhecimento oficial, o tombamento como patrimônio cultural”, completa.

Quando foi projetada e construída, a capacidade era de 336 KW – o suficiente para abastecer o consumo médio de duas mil residências. Diários de produção de energia alimentados pelos usineiros e as plantas técnicas e arquitetônicas da usina – originais e dos grupos de revitalização – estão no acervo recuperado por Louvain, assim como álbuns de fotografia registrando toda a infraestrutura e equipamentos relacionados à Usina São João. “Estamos fazendo um esforço para identificar todos os resquícios materiais relacionados com a história da Usina, como equipamentos e objetos, para tentar repatriar para o Parque”, comenta Louvain, lembrando que o trabalho inclui registrar também a história dos usineiros que nela trabalharam. “E é assim a gente monta o quebra-cabeça da história da Usina.”

Hoje, a casa de máquinas da usina, localizada aos pés da cachoeira São João, e projetada em estilo colonial, como os demais edifícios do parque, encontra-se em situação de abandono. A barragem, os canais e dutos que transportam a água até a comporta estão como foram projetados. O grupo que desenvolve projetos no âmbito do acordo de cooperação técnica sugere que, recuperada, a casa de máquinas e seu entorno transformem-se em um espaço de memória para abrigar documentos e objetos históricos. “Como um espaço de memória, a usina poderia nos ajudar a compreender e a sensibilizar as próximas gerações em temas como meio ambiente e sustentabilidade, mas sobretudo poderia nos ajudar a entender como o Estado, tanto no nível federal quanto estadual, investiram no turismo como estratégia de desenvolvimento regional do oeste do Paraná”, avalia Micael Silva.

Acervo

Todos os materiais que tenham valor histórico e cultural estão sendo coletados nos diferentes edifícios construídos no PNI, encaminhados por servidores do parque ou doados por pessoas que tiveram relação com sua história. Duas salas da Escola Parque – laboratório de curadoria museológica e reserva técnica – abrigam o acervo.

Os materiais estão divididos em quatro acervos distintos: o arquivístico, que reúne documentos, mapas, plantas arquitetônicas e fotos; o museológico, onde constam objetos como uma central telefônica; e o arqueológico, que conta com 400 fragmentos cerâmicos e outros objetos. Há ainda um quarto acervo, o bibliográfico, composto basicamente por livros, que ainda não foi iniciado. Todo o material coletado, passa por processos de higienização, catalogação, digitalização (de impressos) para ser disponibilizado para pesquisa e, posteriormente, exposto ao público.

Segundo Louvain, que é o curador do acervo, todos os mapas e plantas arquitetônicas já estão digitalizadas e serão agregados ao Museu Digital da UNILA, futuramente. Pesquisadores que desejarem acesso aos documentos podem entrar em contato com o curador pelo e-mail pedro.oliveira@unila.edu.br. “A pesquisa dá sentido à curadoria do acervo, por isso estamos convidando vários docentes da UNILA para conhecer o que já temos”, diz Louvain.

O objetivo é, no futuro, formar um novo Museu do Parque Nacional do Iguaçu para expor o acervo que está sendo preparado. O parque abrigou um Museu de História Natural, criado na década de 40 e desmobilizado no início dos anos 2000. “Nosso sonho é a volta do Museu do Parque. Não como era antes. A gente quer que volte de acordo com o pensamento do Século 21, que tem outra museologia.”

Amilton Farias

Amilton Farias

Amilton Farias é jornalista e editor do Fronteira Livre

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