Uma das melhores maneiras de começar a visitar a Buenos Aires tangueira é fazendo uma visita a seu mito mais famoso, o cantor Carlos Gardel. É imprescindível saber quem foi este homem para poder entender porque ele está por toda a parte até hoje, nos bares, nas ruas, nos tangos, nos grafites.
Gardel foi músico, compositor, intérprete e ator. Deixou 11 filmes e mais de 800 discos gravados. Foi ele quem projetou o tango no mundo, com os primeiros tangos cantados. Tanto é que sua voz foi incluída, em 2003, no Programa Memória da UNESCO. Isto é, a organização adicionou a seus acervos todos os discos originais do cantor, com gravações entre 1913-1935.

Morreu no auge de sua carreira, durante uma turnê pela América Latina, num acidente de avião durante a decolagem, em 1935, em Medellín, Colômbia. Neste vôo também estava o brasileiro Alfredo Le Pera, que escreveu, junto com Gardel, várias músicas famosas como “Cuesta Abajo”, “Soledad” e o mega-sucesso “El Día que me Quieras”.
O Museu Casa Carlos Gardel conta toda esta historia e está localizado na região conhecida como Abasto.

É um dos meus museus preferidos na cidade, especialmente porque é um museu muito vivo. Oferece aulas de tango, projeção de filmes, obras de teatro, leitura de contos, conferências, um acervo permanente com objetos pessoais do cantor e ainda exposições temporárias sempre bem inusitadas. No mês de março há uma sobre moda tangueira, chamada Vestida de Tango.

A casa onde funciona o museu foi comprada pelo artista para a mãe, Berta Gardés, em 1927. Juntos, eles viveram neste local até 1933, último ano do cantor em Buenos Aires, antes de viajar para a França.
É uma casa estreita e comprida e todas as suas habitações dão a um pátio central, o que se chama aqui de casa “chorizo” (salsicha), típica da classe média da época. O museu foi aberto em 2000, depois de uma restauração arquitetônica.
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As visitas guiadas são na segunda, quarta, quinta e sexta-feira às 15h. Nos sábados e domingos, às 13h, 15h e 17h. Fecha nas terças. Mas dá para fazer uma visita virtual aqui neste link.
Se for visitá-lo, aproveite para passear pela região e conhecer o Passeio do Fileteado, na rua Jean Jaurès, na altura do número 700 (entre Zelaya e Tucumán), onde seis fachadas forma pintadas com esta técnica em 2003 por vários artistas portenhos. E também uma das duas únicas estátuas de Gardel na cidade, na Pasaje Carlos Gardel. A outra está no Cemitério da Chacarita.

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