Brasília, DF – Ao participar da abertura da Feira Brasil na Mesa, nesta quinta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou que o Brasil precisa apostar na qualidade da produção para ampliar sua presença no mercado internacional. O evento, realizado na Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF), marca os 53 anos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e reúne tecnologias, produtos e experiências do setor agropecuário.
Durante a cerimônia, Lula destacou o papel estratégico da Embrapa no desenvolvimento do agronegócio brasileiro e na consolidação do país como potência agrícola. “Para a gente ganhar mercado, é preciso produzir com excelência de qualidade. Quanto mais sofisticados a gente for, mais mercado a gente ganha”, afirmou.
A feira segue até sábado (25) e é aberta ao público, com programação que inclui degustações, seminários técnicos, apresentações culturais e exposições de tecnologias voltadas à produção sustentável de alimentos.
“Para a gente ganhar mercado é preciso produzir com excelência de qualidade. Quanto mais sofisticado a gente for, mais mercado a gente ganha e a gente vai disputar com os mercados mais sofisticados. Nós temos tecnologia, temos mão de obra e temos expertise”, afirmou.
A agenda reuniu autoridades como o vice-presidente Geraldo Alckmin e ministros de diferentes áreas, evidenciando o peso do setor agropecuário na economia nacional. Segundo dados apresentados durante o evento, o agro responde por cerca de 25% do PIB, além de concentrar quase metade das exportações brasileiras.
Novas tecnologias desenvolvidas pela Embrapa também foram apresentadas, incluindo cultivares de feijão, soja e sorgo, além de variedades adaptadas para maior produtividade e sustentabilidade no campo. A instituição segue sendo referência internacional em pesquisa agropecuária, com impacto direto na expansão da produção nacional.
De acordo com a presidência da Embrapa, cada real investido na empresa gera retorno significativo à sociedade, reforçando a importância da ciência e da inovação no setor. A segurança alimentar e o avanço tecnológico foram apontados como fatores centrais para o posicionamento do Brasil no cenário global.
A programação também valoriza a agricultura familiar e os saberes tradicionais, com espaços dedicados à gastronomia regional e iniciativas que destacam a participação de mulheres e jovens na produção de alimentos.
A fala do presidente reforça um movimento já em curso: o Brasil não disputa apenas volume, mas qualidade e valor agregado na produção de alimentos.
Ao mesmo tempo, o debate expõe um desafio estrutural — equilibrar a força do agronegócio com a valorização da agricultura familiar, da diversidade produtiva e da sustentabilidade, pontos cada vez mais centrais no mercado global.
















