Belém (PA) — O Governo Federal reconheceu a situação de emergência em Belém, no Pará, após as chuvas intensas que atingiram a capital no último domingo (19). A medida, oficializada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), foi publicada no Diário Oficial da União e permite a liberação de recursos para ações emergenciais.
A portaria foi assinada pelo secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, e também inclui o município de Ananindeua, igualmente afetado por alagamentos.
Com o reconhecimento federal, as prefeituras passam a poder solicitar recursos da União para ações de defesa civil, como assistência humanitária, restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução de áreas atingidas. Os pedidos devem ser feitos por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD).
As chuvas registradas em Belém foram classificadas como extremas. Em menos de 24 horas, o volume ultrapassou 150 milímetros, provocando alagamentos em diversos bairros e o transbordamento de rios, o que levou a prefeitura a decretar situação de emergência.
Apoio técnico para resposta ao desastre
O MIDR enviou equipes da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) para apoiar os municípios na organização da resposta ao desastre e na elaboração dos planos de trabalho necessários para acesso aos recursos.
“A Defesa Civil Nacional já estava em contato com as prefeituras de Belém e Ananindeua e com as defesas civis municipais e estadual. Neste primeiro momento, os técnicos ajudam com orientações gerais aos municípios que também foram atingidos pela chuva e ainda não conseguiram decretar situação de emergência. No caso de Belém, nosso apoio principal é na elaboração dos planos de trabalho, especialmente os que priorizam a assistência humanitária. As pessoas que foram diretamente afetadas precisam da ajuda dos governos federal, estadual e municipal”, afirma o secretário Wolnei Wolff.
Levantamento de danos e reconstrução
Com a redução do nível das águas, a próxima etapa será o levantamento dos danos causados pelas inundações e o planejamento das ações de recuperação da infraestrutura.
“Quando a água começar a baixar, será possível iniciar o levantamento dos danos causados pelas inundações e o quanto das infraestruturas públicas foram destruídas. Nessa fase, começamos a trabalhar no restabelecimento das cidades”, acrescenta.
O reconhecimento federal é etapa fundamental para garantir resposta coordenada entre União, estado e municípios diante de eventos climáticos extremos, cada vez mais frequentes na região amazônica.
















