Curitiba (PR) — Produtores rurais do Paraná têm até o dia 30 de junho para realizar a atualização obrigatória do cadastro de rebanho junto à Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). O procedimento começa em 1º de maio e é indispensável para manter a regularidade da produção animal no Estado.
A exigência vale para todas as espécies, incluindo bovinos, suínos, aves, equinos, peixes e colmeias. Sem a atualização, o produtor fica impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento obrigatório para transporte e comercialização.
O cadastro anual se tornou ainda mais estratégico após o Paraná conquistar, em 2021, o status de área livre de febre aftosa sem vacinação. Com o fim da imunização obrigatória, o controle sanitário passou a depender diretamente das informações declaradas pelos produtores.
“A atualização é fundamental para que o Paraná mantenha seu status sanitário e continue avançando na produção com segurança. Ter dados confiáveis permite decisões mais precisas por parte dos produtores e dos órgãos de controle”, afirma Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema FAEP.
O levantamento permite ao Estado mapear a distribuição dos animais, identificar riscos sanitários e estruturar ações de fiscalização e vigilância epidemiológica em todo o território.
“Sem a vacinação obrigatória, o controle passou a depender ainda mais das informações declaradas pelos produtores. É a partir desses dados que o Estado consegue saber onde estão os animais e como está distribuída a produção”, explica Nicolle Wilsek, técnica do Departamento Técnico e Econômico do Sistema FAEP.
“O levantamento é a base para a vigilância epidemiológica. Com esses dados, a Adapar estrutura programas de fiscalização e controle sanitário em todo o Estado”, completa Nicolle.
Na prática, o produtor deve informar o número de animais por espécie, além de dados como nascimentos, mortes e movimentações. Também são exigidas informações sobre a propriedade, como área total, atividade principal e tipo de manejo.
A atualização pode ser feita de forma online, com validação imediata no sistema da Adapar, ou presencialmente em unidades da agência, sindicatos rurais e postos municipais de atendimento.
Quem não cumprir o prazo terá restrições imediatas. Sem a GTA, o produtor fica impedido de movimentar o rebanho, o que impacta diretamente a comercialização e pode gerar prejuízos até a regularização.
















