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Re-educar para sobreviver

Por Amilton Farias
19/09/2019 - 22:51
em Geral
Foto: Reprodução

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Por Amilton Farias – Opinião

Passamos a defender os Direitos Humanos quando entendemos de forma real o que implica o ser humano. Que tanto eu, como você, ele e ela, somos todos conectados pelas mesmas forças, fraquezas, paixões e anseios. Desse entendimento, da conexão que temos mutuamente, surge portanto o respeito, a tolerância, a aceitação e por fim o amor ao todo que somos e fazemos parte. Somos iguais em nossas diferenças. Nossa identidade é reforçada na alteridade.

Embora a sociedade vem se desenvolvendo e progredindo tanto tecnologicamente como socialmente durante a História, percebemos que nos falta essa compreensão do que é o humano e o amor, visto que sempre estamos cometendo os mesmos erros insistentemente; na verdade, estamos piorando em nossos erros em relação à humanidade, pois a dita civilidade atual apenas mascara a barbárie. Quanto mais humanos há na Terra, menos humanos estamos ficando, os dados abaixo mostram isso.

São 3.500 o número estimado de defensores dos direitos humanos assassinados em todo o mundo desde a adoção da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) em 1948, segundo a Anistia Internacional. Em 2014 foram 136; em 2015 foram 156; só no ano de 2016 foram 281. Na América Latina tivemos na Colômbia 59 casos documentados em 2016 pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos e 51 o  número dos defensores dos direitos humanos mortos na primeira metade de 2017, segundo a ONG Somos Defensores. Na Colômbia também tivemos um numero de 2.863  sindicalistas e membros de sindicatos mortos de 1986 a 2011, de acordo com a National Trade Union School. Na Guatemala foram 84 o número de defensores dos direitos dos trabalhadores mortos entre 2007 e 2016, de acordo com a Rede de Defensores dos Direitos Trabalhistas da Guatemala (Red de Defensores de Derechos Laborales de Guatemala). No Brasil 66 é o número de defensores dos direitos humanos mortos em 2016 de acordo com o Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores dos Direitos Humano; entre janeiro e agosto de 2017 foram 58 mortos, a maioria indígenas, trabalhadores rurais e desse total 49% dos assassinatos foram de pessoas envolvidas em questões de terra, território e meio ambiente. Nesses dados podemos também acrescentar 827 jornalistas mortos entre 2006 3 2015 segundo a UNESCO e 48 só no ano de 2016 de acordo com o Comitê para a Proteção dos Jornalistas, com apenas 8% de casos documentados e solucionados.  Também tivemos quatro advogados filipinos mortos entre 2001 e 2014 de acordo com o relatório de 2015 do Dia do Advogado em Situação de Perigo e 117 advogados mortos entre 2010 e 2016 em Honduras, de acordo com o Comissariado Nacional de Direitos Humanos de Honduras. Quando se fala da comunidade LGBTIQ, sobe para 2.343 o número de pessoas transgênero e gênero-diversas mortas entre 2008 e 2016 em 69 países, de acordo com o Projeto de Monitoramento do Assassinato de Pessoas Trans da organização Transgender Europe (TGEU).

Apesar de toda a violência documentada (e não documentada) contra ativistas e militantes dos direitos humanos, a forma mais eficiente de defendermos os Direitos humanos é hoje, como antes, é o combate à desigualdade social. Só iremos vencer com um processo real de educação integral, inclusiva, de pensamento livre e que gere oportunidades para todos.

A desigualdade social é a maior ofensa aos direitos humanos no mundo, pois é ela que alimenta o anseio pelo lucro dos poderosos e fortalece o capitalismo selvagem. A falta de uma base escolar que traga um real entendimento do passado, do presente e do futuro tal como é, impede o avanço de políticas públicas e sociais. Cada dia que passa construímos um projeto de educação para suprir o mercado capitalista, não formamos seres humanos capazes de sentir, ouvir e perceber o outro.

Fabricamos produtos para serem entregues ao mesmo mercado que os mata diariamente, com baixo salário com horas e horas dentro de um trem, ônibus ou metro para poder chegar ao trabalho.

Somente com uma revolução cidadã através de um processo de reeducação poderemos fazer essa  transformação social necessária e assim diminuir a desigualdade e vencer toda atrocidade e barbárie.

_______________________________________

As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade do autor (a) e não refletem necessariamente a política editorial do Fronteira Livre

Tags: Geral
Amilton Farias

Amilton Farias

Amilton Farias é jornalista e editor do Fronteira Livre

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