Passado e presente se entrelaçam em Em nome dos pais, que reconstitui eventos do início dos anos 1970 e apresenta a emocionante peregrinação do autor pelo Brasil atrás de respostas sobre a própria vida
Matheus Leitão sempre quis saber os segredos que os pais guardavam sobre a juventude deles. Sabia que ambos haviam sido presos e torturados durante o regime militar. Mas eles não gostavam de falar sobre esse período. Formado em jornalismo, Matheus viu na profissão a oportunidade de investigar o passado dos seus genitores. Dedicou 10 anos à pesquisas e entrevistas. O resultado da investigação está em Em nome dos pais (editora Intrínseca), seu primeiro livro, que será lançado em Brasília, nesta terça-feira (16/5).
Em sua carreira, que teve início no Correio Braziliense, Matheus tem se dedicado a reportagens investigativas, principalmente a temas sobre direitos humanos e ditadura. Em suas apurações, deparou-se com documentos secretos com os nomes e as imagens dos pais. Curioso, chegou ao delator e aos agentes que teriam participado das sessões de tortura de Marcelo e Míriam. Matheus se encontrar com um deles.
Passado e presente se entrelaçam em Em nome dos pais, que reconstitui com rigor eventos do início dos anos 1970 e, ao mesmo tempo, apresenta a emocionante peregrinação do autor pelo Brasil atrás de respostas sobre a própria vida.
A obra já chegou às livrarias. Além de Brasília, ela será lançada, com sessão de autógrafos, no Rio de Janeiro, em Vitória e Caratinga.
O autor
Formado em jornalismo pelo UniCeub, Matheus Leitão começou a carreira no Correio Braziliense, onde trabalhou nas editorias de Cidades e Política. Foi repórter do portal IG, da Revista Época e do jornal Folha de S. Paulo.Atualmente, mantém um blog sobre política no G1.
Em sua trajetória, Matheus recebeu o Prêmio Esso por duas vezes, o Troféu Barbosa Lima Sobrinho, o Prêmio de Excelência Jornalística da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa) – além de menção honrosa no Vladimir Herzog. Entre 2011 e 2012, esteve na Universidade de Berkeley, na California, como Visiting Scholar. Deu furos como o vídeo do ex-governador José Roberto Arruda recebendo dinheiro não declarado, os passaportes diplomáticos concedidos irregularmente para filhos e netos do ex-presidente Lula, a história do hacker que invadiu e-mails da presidente Dilma Rousseff, o caso Zoghbi e a saga A Espera, no formato self-journalism.
















