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Freud na veia

Por Marcelo Barbosa
09/05/2019 - 10:36
em Geral
Foto: Reprodução

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Por Ivan Carlos Lago – Opinião

Bolsonaro pode ser acusado de muitas coisas, mas estelionato eleitoral não é uma delas. Ele nunca escondeu que era despreparado

Escrevi em texto da semana passada que o ressentimento e o ódio, orientados por um intenso espírito de vingança, estão entre as principais marcas do governo Bolsonaro. Volto ao tema para explorar, com um pouco mais de espaço, o argumento de que é na psicanálise e não na teoria política que encontraremos os melhores referenciais para explicar o caos que assola nossa presidência.

Comecemos pelo início. Jair Bolsonaro pode ser acusado de muitas coisas, mas estelionato eleitoral não é uma delas. Ele nunca escondeu que era despreparado para o governo do país. Sempre dizendo que se cercaria de pessoas mais preparadas do que ele – Paulo Guedes em destaque – e inclusive assumindo que confiava em uma intervenção divina para mostrar-lhe o caminho, nosso presidente foi eleito sem ter sequer uma vaga noção do que fazer com o país em termos de projetos claros para áreas cruciais como saúde, educação e infraestrutura, por exemplo.

Mais que isso, muitos eleitores inclusive deram seu voto a Bolsonaro justamente por não ter um projeto de nação, mas porque seu discurso tinha como atrativo fundamental o apelo populista e moralista de combate à “perversão”, tanto no campo cultural quanto político. Caçar comunistas, combater os que ameaçam a família tradicional e as “pessoas de bem” (seja lá o que for que isso signifique), acabar com tudo o que lembre a esquerda e sua visão de mundo.

Decorre daí que seu discurso eleitoral (marcadamente machista, anti-intelectualista, antidemocrático, autoritário) tenha se apegado ao campo moral para angariar eleitores e seus votos. E agora, na presidência, Bolsonaro recorre aos mesmos elementos para manter seu eleitorado mais fiel. Eleito pelo moralismo do discurso, ele tenta dar a seu governo um rumo moralista como forma de assegurar algum nível de apoio.

Ora, é justamente esse componente moralista que ainda precisa ser melhor compreendido, tanto como elemento estruturante do modo de governar do presidente quanto como categoria central dos parâmetros pelos quais seus seguidores mais leais lhe dão aprovação.

A psicanálise nos ensinou que o impulso para destruir o outro ou algo que ele faz ou diz frequentemente se origina do desejo subjetivo de destruir a mesma coisa em nós mesmos. O ódio aos homossexuais e o desejo de aniquilá-los, por exemplo, decorre diretamente de inclinações subjetivas de tal natureza que, embora reprimidas, não podem ser completamente eliminadas. Incapaz de “matar” o impulso homossexual que possui (o desejo de fazê-lo decorre de pressões morais, convicções religiosas, etc.), o indivíduo passa a “caçar” a homossexualidade alheia. Quando agride (física ou verbalmente) um homossexual, ele está, no fundo, tentando “matar” seus próprios impulsos.

O mesmo princípio pode ser aplicado a outras questões, seja no campo religioso, político ou comportamental. Claro, não se trata de um modelo capaz de explicar tudo e todos como, aliás, nenhum modelo é. Mas temos aí um poderoso instrumento de interpretação do comportamento obsessivo de nosso presidente e de sua equipe.

Vejamos: divulgação de vídeos de golden shower; preocupação profunda com a higiene peniana dos seus concidadãos; convite aos turistas estrangeiros para que venham ao país praticar sexo – claro, desde que seja com mulheres; ênfase em declaração dada em entrevista (ao apresentador Silvio Santos) de que pratica sexo regularmente e sem uso de “aditivos”; acusação a uma colega de bancada (quando era deputado) de que sua suposta escassez de beleza era o único motivo para não estuprá-la; confissão pública e enfática de que fez xixi na cama até os cinco anos de idade (essa é extremamente reveladora).

São apenas alguns episódios que se somam a outros de mesma natureza e se acumulam para não deixar dúvida sobre o que há de mais reprimido em nosso comandante-em-chefe. Partindo daí, muitos aspectos de seu discurso e comportamento adquirem novo e poderoso significado.

Podemos incluir aí o novo e vaidoso ministro da educação. Ao anunciar cortes de 30% nos orçamentos de universidades federais, apontou como motivo o fato de essas instituições, segundo ele, fazerem “balburdia” e permitirem “gente pelada”. Algo bastante compreensível para um professor universitário inexpressivo, para não dizer insignificante, sem produção intelectual alguma e, que pelo que vem demonstrando, provavelmente sempre foi o último da lista a ser convidado para festas com gente pelada.

Quanto às balburdias, registre-se que ele se referia a eventos acadêmicos cujos palestrantes eram “da esquerda”, como o ex-candidato à presidência Guilherme Boulos. Ou seja, eventos nos quais ele jamais foi elemento de destaque em sua universidade.

O mesmo pode ser dito de sua obsessão em aniquilar as ciências humanas e a filosofia. Afinal, é área de conhecimento muito próxima àquela de onde ele vem, mas na qual nunca passou de professor insignificante. Seria seu ódio às ciências humanas “apenas” decorrente de sua crença de que elas formam comunistas? Ou seria a manifestação do impulso para reprimir em si mesmo a incompetência e a incapacidade de se destacar como um de seus representantes?

E a “lógica” se espalha pelos palácios do governo. O Ministro do Meio Ambiente é conhecido por defender ações, leis e programas que permitem e até incentivam a destruição do meio ambiente; o Ministro da Justiça virou celebridade nacional praticando a “jurisprudência criativa” para prender integrantes de governos anteriores, ao passo que parece conviver tranquilamente com o fato de fazer parte de um governo atolado em negócios com a milícia; a Ministra dos Direitos Humanos se apega a convicções religiosas para disfarçar discursos e projetos machistas e potencialmente homofóbicos.

Poderíamos continuar com os exemplos, mas isso tornaria esse texto ainda mais longo.

Quando o governo Bolsonaro resolver assumir o papel de governo e começar a apresentar projetos para o país, talvez possamos voltar ao exercício de analisá-lo à luz dos referenciais da teoria política e da economia. Mas, enquanto ele se limitar a fazer de Brasília uma gigantesca balbúrdia de cunho ideológico-moralista, é à Freud que precisamos recorrer para tentar compreendê-lo.

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As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade do autor (a) e não refletem necessariamente a política editorial do Fronteira Livre

Tags: Geral
Marcelo Barbosa

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