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Embora priorizados, 300 policiais militares recusaram vacina em Minas

Por Amilton Farias
20/06/2021 - 20:56
em Geral
Jovens estão perdendo o interesse por carro - Foto: Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo

Jovens estão perdendo o interesse por carro - Foto: Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo

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A vacina contra a COVID-19, principal bloqueio para a disseminação do novo coronavírus, foi recusada por 300 policiais militares de Minas Gerais. A categoria, que teve mais de 160 mortes pela doença respiratória, foi priorizada na campanha de vacinação.

Em Minas, profissionais das forças de segurança começaram a se vacinar em abril, antes mesmo de professores, motoristas ou garis.
O número de recusas ao imunizante no estado foi informado pela Seção Técnica de Saúde da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) após questionamento feito pela reportagem do Estado de Minas através da Lei de Acesso à Informação.
“Possuímos, até a presente data, registrados em nossas bases de dados, um total de 300 recusas de vacinação contra a COVID-19. Estas informações são correlatas à data de 16 de junho de 2021, às 10:40 horas. Destarte, não detemos informações quanto aos motivos que justificam a recusa à vacinação”, respondeu o órgão.
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Embora os motivos em dispensar o imunizante não tenham sido informados, parte desses profissionais que não deixaram de trabalhar um dia sequer durante a pandemia, lutaram para conseguir prioridade no esquema vacinal.
O Estado de Minas mostrou, em 5 de abril, que 18,75% da tropa havia sido contaminada pelo novo coronavírus e pelo menos 164 militares morreram no estado em razão da doença. Os dados são da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais (Aspra-MG).
Entre tantas perdas, em março deste ano, a PM ficou de luto após a morte do tenente Marco Antônio Santos Said, de 49 anos, comandante da 4ª Companhia do Batalhão de Trânsito (BPTran). Sempre com sorriso no rosto e muito prestigiado por colegas, nos últimos anos o oficial trabalhava como porta-voz do próprio BPTran, atendendo à imprensa nas solicitações de entrevista e fornecendo balanços da corporação.

Vacina, sim

O Brasil começou a vacinar a população em 17 de janeiro de 2021, atrás de outros países, como Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Chile, México, Espanha e Israel. Embora o avanço da ciência tenha mostrado a efetividade das vacinas, médicos se preocupam com o descrédito em relação aos imunizantes contra a COVID-19.
O médico infectologista Adelino Melo de Freire Junior, diretor-médico da Target Medicina de Precisão e diretor técnico-científico do Hospital Felício Rocho, lembra que os movimentos antivacina são antigos e, muitas vezes, ocorrem porque as pessoas preferem não se submeter a um medicamento sem ter ficado doente. No entanto, ele lembra que as vacinas são grandes avanços da ciência na história da humanidade.
“É tida como a segunda intervenção médica com mais sucesso na história, só perde para saneamento básico no sentido de prevenção de mortes e de custo e efetividade. A vacina não se tem dúvida que é algo que a gente precisa usar sempre que possível”, comenta.
Apesar da necessidade, profissionais da saúde têm voltado a vivenciar a dificuldade em mostrar a importância de se proteger, sobretudo, mediante a discursos de autoridades que minimizam a eficácia dos imunizantes.
“Os grupos antivacina ganharam muito mais relevância com advento das redes sociais e que acabam atingindo muitas pessoas. Quando a gente traz isso para o cenário da COVID-19, a gente tem um grande divulgador anti-vacina no nosso país que é o nosso Presidente da República. Nesta semana, ele (Jair Bolsonaro) deu uma nova declaração questionando se as vacinas são experimentais, se não são. Esse tipo de fala traz descrédito. Isso tem impacto”, ressalta o médico infectologista.

Falta campanha

O especialista defende que as autoridades e as celebridades façam campanha para a vacinação, porque, de uma forma ou de outra, o discurso desses personagens tem eco na comunidade e muitas pessoas acabam seguindo seus posicionamentos.

“No grupo da Polícia Militar, que é um grupo que a gente sabe que tem uma série de similaridades com o presidente, imagino que essa repercussão desse questionamento, dessa dúvida em relação às vacinas, deve ter uma abrangência ainda maior”, supõe o infectologista.
Adelino Melo lembra que é preciso o máximo de pessoas possíveis vacinadas para que a sociedade possa, só assim, minimizar a transmissão e com isso todos poderão ter uma vida cada vez mais próxima do normal, como tirar a máscara, poder encontrar e aglomerar.

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“A gente lamenta muito, porque não há dúvida que a vacina é a saída para essa história. Quanto mais pessoas a gente vacinar, mais seguros vamos estar e com mais chance de conter o coronavírus na nossa realidade. Enquanto a gente tiver muita gente sem vacina de forma completa (vacina em duas doses), o vírus tem possibilidade de continuar sendo transmitido”, informou.

Policiais mais expostos

Com relação aos policiais militares, o médico ressalta a necessidade de imunização dos profissionais devido à alta exposição exigida pelo serviço operacional.

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“Tive a oportunidade de acompanhar um pouco essa discussão dos militares. Questionando quando que seriam prioridade, porque são de fato muito expostos, estão na linha de frente, no convívio com as pessoas, podem ter necessidade de prestar assistência, ou seja, precisavam ser priorizados. E quando você prioriza, vê esse tipo de situação”, comenta.

“Isso acontece em toda classe. Claro, acontece em trabalhador da área da saúde, vai acontecer com os professores, assim como nos militares, mas eu imagino que esse tipo de discurso das autoridades tem impacto grande nessa categoria de profissionais”, ressalta.

‘Número insignificante’

O presidente da Aspra, subtenente Heder Martins de Oliveira, diz que o número é insignificante tendo em vista a totalidade da corporação, que tem efetivo com cerca de 38 mil militares, entre homens e mulheres.
“Só na Polícia Militar e no Bombeiro, devemos estar liberando 50 mil militares da ativa. Trezentos é quase que um universo insignificante e a gente não sabe quem são essas pessoas”, afirmou.

Direitos em risco

Por outro lado, ele explica que os policiais que recusam o imunizante podem não ter os direitos assegurados em caso de contaminação pela COVID-19 em serviço.

“A pessoa se responsabiliza por não tomar a vacina. Por exemplo, nós temos uma questão muito própria, quem está trabalhando na rua, se ela for contaminada e vier a falecer, estando em atividade, trabalhando, vai ter seus benefícios respeitados para o resto da vida. Já tenho dúvidas se a pessoa que se recusou, se contrair a doença em serviço, se vai ter os mesmos direitos assegurados, porque o Estado proporcionou (a vacina)”, comenta.

Heder lembra que a categoria não parou de trabalhar e, com a chegada das vacinas, as mortes pela COVID-19 desaceleraram entre os militares. “Como foi considerado um serviço essencial, ninguém parou de trabalhar. Nós tivemos beirando os 200 mortos”, citou o presidente da entidade.
“Mas essas pessoas que se recusaram, esse documento vai ficar na pasta funcional dele, pode ser, eu não posso afirmar, pode ser que, se ele eventualmente for contraído por essa doença, vier a ter uma moléstia decorrente do serviço, não vai ser amparado. Então a gente orienta quem nos procura, aí a pessoa acaba tomando ou não.”
O subtenente ressalta que a vacina é uma opção do policial. “Eu considero que no universo da sociedade, a PM também deve estar nesse mesmo contexto. Eu conheço pessoas que não são militares que também não vão tomar vacina. Foram chamados, não foram tomar vacina por ‘N’ razões, algumas ideológicas, outras por convicção mesmo, ou que nunca tomou vacina”, disse Heder.
Tags: Geral
Amilton Farias

Amilton Farias

Amilton Farias é jornalista e editor do Fronteira Livre

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