Foz do Iguaçu, PR – Estudantes, professores e servidores foram para a rua em Foz do Iguaçu na última sexta-feira (9). De guarda-chuva na mão e faixas estendidas, a mobilização reuniu a comunidade da Unila e da Unioeste em defesa da universidade pública e contra o avanço da extrema-direita. O ato fez parte do calendário nacional chamado pela União Nacional dos Estudantes (UNE).
A pauta não ficou restrita às salas de aula. A manifestação entrou de cabeça na disputa eleitoral de 2026: rechaçou a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro e defendeu a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, apontando que o resultado das urnas vai definir se haverá verba para o ensino ou novos cortes no orçamento social.
A concentração começou no fim da tarde em frente ao Terminal de Transporte Urbano (TTU), no centro. O local foi escolhido a dedo: os organizadores queriam dialogar com quem pegava o ônibus de volta para casa depois do trabalho, mostrando que o desmonte do ensino atinge diretamente os filhos da classe trabalhadora.
Representantes de sindicatos e movimentos populares atenderam ao chamado e se juntaram à caminhada. No microfone e nos panfletos entregues aos passageiros, o recado foi direto: defender a universidade pública e gratuita é defender salários, aposentadorias e a soberania do país contra projetos de privatização e precarização.
Dois dias antes, na quarta-feira (7), mais de mil pessoas já haviam lotado o Campus Jardim Universitário da Unila em assembleia geral conjunta. O encontro serviu para organizar a mobilização e expor o rombo acumulado pelas duas instituições nos últimos anos.
Durante a assembleia, técnicos, alunos e professores lembraram as medidas herdadas das gestões de Michel Temer e Jair Bolsonaro, marcadas por tetos de gastos, retenção de verbas de luz e água e corte de bolsas de pesquisa. Sem esse dinheiro, a universidade para de funcionar e fecha as portas para estudantes pobres, que dependem de auxílio-moradia e alimentação para conseguir se formar.
Para os manifestantes, a briga pelo orçamento coloca de um lado quem defende o dinheiro público a serviço da maioria e, do outro, projetos de poder que tratam a educação e os direitos trabalhistas como gastos descartáveis. A vitória contra a extrema-direita, segundo os discursos que fecharam o ato, começa nas ruas e nas urnas.
































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