Seattle, EUA – A Starbucks vai fechar centenas de lojas nos Estados Unidos dentro do plano de reestruturação conduzido pelo diretor-executivo Brian Niccol. A medida atinge cerca de 1% das 18 mil unidades em operação na América do Norte, número equivalente a quase duas centenas de cafeterias. Segundo a direção da rede, os pontos escolhidos deixaram de ser financeiramente viáveis ou não entregavam a experiência exigida para clientes e funcionários.
O processo custará cerca de US$ 300 milhões em despesas operacionais e encargos, conforme informou a companhia em documento protocolado junto aos órgãos reguladores. Desse montante, US$ 200 milhões serão destinados à rescisão antecipada de contratos de aluguel e ao pagamento de indenizações e verbas rescisórias para as equipes demitidas com o encerramento das atividades.
A empresa não publicou a relação dos endereços afetados de forma prévia. Os avisos sobre o término do atendimento começam a ser fixados nas portas das cafeterias selecionadas neste fim de semana, com o bloqueio correspondente das operações no aplicativo móvel da marca.
A decisão repete a estratégia adotada por Niccol há um ano, quando o executivo realizou uma rodada semelhante de fechamentos de lojas associada a demissões em cargos administrativos, como parte de uma reforma orçada em US$ 1 bilhão. À frente de um projeto de vários anos para reverter a perda de fôlego do negócio, Niccol vem tentando reestruturar a operação norte-americana por meio de reformas estruturais nos espaços físicos, reformulação do atendimento e redução do cardápio para acelerar os pedidos.
Mesmo com os novos cortes, o diretor de operações (COO) Mike Grams declarou aos empregados em carta interna que a companhia continua voltada para a expansão no território norte-americano e que trabalha no preparo de novas aberturas. O ritmo, no entanto, desacelerou. O documento regulatório aponta que a Starbucks planeja inaugurar cerca de 440 lojas em todo o mundo durante o atual ano fiscal — meta que fica abaixo da previsão inicial de 600 a 650 aberturas.
O encolhimento da rede física contrasta com a reação recente das receitas. As vendas consolidadas da Starbucks retomaram a trajetória de alta há cerca de um ano. No último trimestre fiscal divulgado, o faturamento nas lojas norte-americanas abertas há pelo menos um ano avançou 7,9%. Ao apresentar os números do balanço financeiro em julho, Brian Niccol comemorou a retomada e declarou que aquele havia sido o trimestre em que o impulso de recuperação se tornou mensurável na prática.



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