Exposição relembra os 110 anos da passagem de Santos Dumont nas Cataratas

Programação gratuita acontece neste sábado na Trilha das Cataratas

Exposição relembra visita de Santos Dumont ao Parque do Iguaçu. Foto: Urbia+Cataratas/Parque Nacional do Iguaçu

Foz do Iguaçu, PR – Um episódio pouco lembrado fora da história local, mas decisivo para projetar as Cataratas do Iguaçu no Brasil, volta ao centro da cena neste fim de semana. O Parque Nacional do Iguaçu realiza, no sábado (25), uma ação gratuita que marca os 110 anos da visita de Santos Dumont à região — passagem que ajudou a ampliar o interesse nacional pelo destino.

A programação acontece na Praça Santos Dumont, ao final da Trilha das Cataratas, e inclui uma exposição temática sobre a presença do inventor em Foz do Iguaçu. A iniciativa reúne peças, imagens e conteúdos educativos que reconstroem o contexto da visita e sua importância histórica para a valorização do local.

Entre os destaques estão a maquete do primeiro hotel das Cataratas, réplica do motor do 14-Bis, materiais audiovisuais sobre a aeronave e um painel cronológico com momentos marcantes da trajetória de Santos Dumont, incluindo sua passagem pela região. A atividade também contará com a presença de um ator caracterizado como o aviador, interagindo com o público.

A visita de Dumont ocorreu no início do século XX, em um período em que o acesso às Cataratas ainda era limitado. Sua presença contribuiu para dar visibilidade nacional ao local e fortalecer o movimento que, anos depois, resultaria na criação do Parque Nacional do Iguaçu.

Hoje, mais de um século depois, o parque se consolida como um dos principais destinos turísticos do Brasil e referência internacional em conservação ambiental. Reconhecido como Patrimônio Mundial Natural, o espaço recebe visitantes de todo o mundo e mantém o desafio de equilibrar preservação e acesso público.

Resgatar a passagem de Santos Dumont não é apenas um exercício de memória. É também revisitar um momento em que o olhar sobre as Cataratas começou a mudar — de território isolado para patrimônio coletivo.

Em um cenário onde o turismo cresce de forma acelerada, lembrar a origem desse processo ajuda a recolocar a conservação no centro do debate. O desafio atual não é mais tornar o destino conhecido, mas garantir que ele permaneça preservado.

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