De acordo com o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, a política de equidade integra tanto a gestão interna quanto a atuação territorial da empresa.
“A Itaipu tem investido fortemente em formação, com cursos e seminários, mas também em ações concretas: a construção da Casa da Mulher Brasileira em Foz do Iguaçu e em Ponta Porã; a implantação de uma ala para atendimento de mulheres com dependência química, em parceria com a Igreja Católica; e a reforma da Delegacia da Mulher, ambas em Foz”, afirmou.
O reconhecimento consolida uma trajetória de investimentos em políticas institucionais voltadas à diversidade e inclusão. Entre as iniciativas, estão a criação do Comitê de Gênero, Raça, Diversidade e Inclusão (CGRDI) e do Comitê de Prevenção e Enfrentamento aos Assédios e Discriminações (CADi), ambos vinculados à área de Recursos Humanos e à alta liderança da empresa.
Para a coordenadora do CGRDI, Andreia Duarte Trevisan, o selo reflete um processo coletivo.
“O Selo Pró-Equidade simboliza que estamos no caminho certo. Cada avanço alcançado é resultado de uma construção coletiva, feita a muitas mãos, que reafirma o compromisso da Itaipu com relações de trabalho mais justas, respeitosas e inclusivas”, declarou.
Clima organizacional orienta políticas internas
Um dos principais marcos dessa agenda foi a realização do 1º Censo Institucional de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI), que contou com ampla participação do público interno e apoio de consultoria especializada. Os dados obtidos passaram a orientar o planejamento e o monitoramento das ações, com definição de metas e indicadores.
No campo do acesso ao trabalho, a empresa revisou critérios de editais para ampliar a participação feminina em processos seletivos e incorporou parâmetros de equidade nas normas de progressão de carreira. O Acordo Coletivo de Trabalho também foi atualizado, com ampliação de direitos relacionados a licenças, amamentação e flexibilidade para cuidados familiares, além de medidas voltadas a pessoas com deficiência.
A formação de lideranças e equipes inclui iniciativas como Oficinas de Liderança Inclusiva e o curso obrigatório online “Assédios e Discriminações”, desenvolvido com conteúdo adaptado à realidade institucional. Campanhas internas, como as Semanas da Diversidade e ações do Mês da Mulher, reforçam a pauta ao longo do ano.
Programas como Saudavelmente e Reviver integram as ações voltadas à saúde física e mental dos trabalhadores. O monitoramento do ambiente organizacional é realizado por meio do programa Nosso Clima, cujos resultados mais recentes apontam avanços na percepção de justiça, liderança e العلاقات interpessoais. Os canais de denúncia e apuração de assédios também foram fortalecidos, com ações contínuas de capacitação e sensibilização.
Programa federal reconhece boas práticas
Criado pelo governo federal, o Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça reconhece organizações que adotam políticas de promoção da igualdade entre mulheres e homens no mundo do trabalho, com atenção ao recorte racial. Nesta 7ª edição, 80 instituições de diferentes setores foram habilitadas.
A cerimônia de entrega do selo está prevista para o dia 25 de maio, em Brasília. A lista completa das organizações reconhecidas foi divulgada pelo Ministério das Mulheres.