Mediterrâneo (próximo à Ilha de Creta, Grécia) — Uma operação das forças de Israel interceptou, na quarta-feira (29), uma flotilha internacional que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza e resultou na detenção de quatro brasileiros. A abordagem ocorreu em águas internacionais, segundo os organizadores da missão, que denunciam violação do direito internacional.
A chamada Flotilha Sumud reunia dezenas de embarcações com cerca de 210 pessoas a bordo. Pelo menos 22 barcos foram interceptados pelas forças israelenses. Outras embarcações da missão perderam comunicação durante a ação, aumentando a preocupação entre entidades envolvidas na operação.
Entre os detidos estão os brasileiros Thiago Ávila, Leandro Lanfredi de Andrade, Thainara Rogério e Amanda Coelho Marzall. Eles participavam da iniciativa cujo objetivo era levar suprimentos à população civil de Gaza, em meio à crise humanitária na região.
Thiago Ávila já havia participado de outras tentativas de romper o bloqueio marítimo imposto por Israel. Em ações anteriores, ele relatou ter sido preso e submetido a tratamento agressivo, incluindo isolamento.
A interceptação ocorreu durante a noite, quando embarcações militares cercaram os navios civis. De acordo com os organizadores, a operação foi realizada fora da jurisdição territorial israelense, o que levanta questionamentos sobre sua legalidade.
A missão integra uma série de iniciativas internacionais que buscam furar o bloqueio à Faixa de Gaza e garantir a entrada de alimentos, medicamentos e outros insumos básicos. Outras flotilhas organizadas ao longo de 2025 também foram impedidas de alcançar o território palestino.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre o estado de saúde dos detidos nem detalhes sobre eventual processo de deportação ou liberação.
