Internet chega a até 2,7 mil postos de saúde e promete acelerar atendimento no SUS

Investimento busca ampliar telessaúde e reduzir desigualdades no acesso à saúde

UBS passam a contar com tecnologia para melhorar serviços. Foto> Divulgação.

Brasília, DF – O acesso à saúde pública no Brasil ainda esbarra em um problema básico: a falta de conexão. Um novo edital do Governo Federal prevê levar internet de qualidade a até 2,7 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS), com investimento de R$ 100 milhões, numa tentativa de acelerar atendimentos, ampliar a telessaúde e reduzir filas no SUS.

A iniciativa mira principalmente regiões onde o atendimento já é mais frágil — áreas rurais, comunidades indígenas, territórios ribeirinhos e periferias urbanas. As unidades estão distribuídas em mais de mil municípios, em 26 estados, e passam a integrar uma estratégia mais ampla de digitalização dos serviços públicos de saúde.

Na prática, a conectividade permite informatizar prontuários, integrar dados de pacientes e viabilizar consultas e diagnósticos à distância. Em muitos casos, isso significa menos deslocamento para quem vive longe de centros urbanos e mais rapidez no acesso ao atendimento.

O edital prevê conexão por fibra óptica ou satélite, além da instalação de redes Wi-Fi dentro das unidades. A proposta é garantir estrutura mínima para que equipes de saúde consigam operar sistemas digitais e ampliar o atendimento.

Hoje, embora 94,6% das UBS tenham algum tipo de acesso à internet, a qualidade ainda é desigual. Em muitas unidades, a conexão instável impede o uso pleno de prontuários eletrônicos e limita serviços de telemedicina. O investimento busca justamente corrigir esse gargalo.

A ação faz parte do Novo PAC e amplia o uso do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) como ferramenta de inclusão digital em serviços essenciais. Em paralelo, o governo já executa a conexão de mais de mil unidades previstas em um acordo anterior, com parte delas já em funcionamento.

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