Curitiba (PR) — O Paraná entra no período de maior risco para doenças respiratórias com a chegada do outono e do inverno, e autoridades de saúde reforçam a vacinação como principal estratégia para evitar casos graves e mortes. Dados do boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), indicam alerta moderado a alto nas regiões Sul e Sudeste para o aumento das Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG), tendência que deve se intensificar nas próximas semanas.
No Estado, o crescimento dessas doenças é considerado esperado para esta época do ano, mas exige atenção redobrada, principalmente entre os grupos mais vulneráveis. Vírus como Influenza, Covid-19 e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) estão entre os principais responsáveis por quadros que podem evoluir para hospitalizações e óbitos.
Casos e mortes seguem em monitoramento
Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), nas primeiras 13 semanas de 2026 foram registrados 4.052 casos e 170 mortes por SRAG no Paraná. Os números são inferiores aos do mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 4.520 casos e 247 óbitos, mas ainda mantêm o sistema de saúde em alerta.
A população idosa segue como a mais afetada. Pessoas com mais de 80 anos concentram parte significativa das mortes, e, nos casos relacionados à Influenza, a média de idade das vítimas é de 77 anos.
“Estamos entrando no período mais crítico, quando os vírus circulam mais, especialmente em ambientes fechados. Além das medidas de proteção, é fundamental que a população se vacine. A vacina é a forma mais eficaz de evitar que uma gripe evolua para quadros mais graves”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
Vacinação é principal estratégia de prevenção
A campanha de vacinação contra a Influenza segue em andamento no Paraná até 30 de maio, com meta de imunizar 90% dos grupos prioritários, como crianças pequenas, idosos e gestantes. O imunizante também está disponível para outros públicos considerados de risco, incluindo pessoas com doenças crônicas, profissionais da saúde, professores e trabalhadores de serviços essenciais.
Em 2026, o Ministério da Saúde enviou ao Estado cerca de 1,8 milhão de doses, das quais mais de 1,1 milhão já foram aplicadas. O Paraná conta com 1.850 salas de vacinação distribuídas nos 399 municípios, e a orientação é que a população procure a unidade de saúde mais próxima para atualizar a caderneta.
Além da gripe, a vacina contra a Covid-19 segue disponível para grupos prioritários, como idosos, gestantes, imunocomprometidos e pessoas em situação de vulnerabilidade. Já a imunização contra o VSR é indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gestação, protegendo os bebês nos primeiros meses de vida — fase mais crítica para complicações respiratórias. Neste ano, já foram aplicadas quase 34 mil doses desse imunizante.
Além da vacinação, especialistas reforçam a importância de medidas preventivas no dia a dia, como higienizar as mãos com frequência, manter ambientes ventilados, evitar aglomerações e não compartilhar objetos de uso pessoal.
A orientação também é que pessoas com sintomas gripais — como febre, tosse, dor de garganta e cansaço — procurem atendimento médico o quanto antes. O diagnóstico precoce é considerado essencial para evitar o agravamento da doença.
