Quem são os cardeais mais cotados para suceder o Papa Francisco?

A escolha do próximo papa pode surpreender, e os nomes cotados nem sempre refletem os favoritos dos especialistas.

Conclave será um dos mais globalizados da história, com maior participação de continentes além da Europa. Foto: Tiziana Fabi/AFP

Quem será o próximo papa a substituir Francisco? Segundo especialistas, os nomes mais cotados apresentam um perfil comum: homens europeus, brancos, com cerca de 71 anos, indicados pelo último pontífice e com posturas mais reservadas em relação a temas polêmicos da Igreja Católica.

Entretanto, o escolhido pode não estar entre esses. Francisco, por exemplo, não era visto como um forte candidato em 2013.

A seguir, um resumo das posições de cada um dos papáveis em questões delicadas para a Igreja.

Jean-Marc Avelin

Avelin se mostrou contrário à bênção de casais do mesmo sexo, defendendo apenas a bênção individual de pessoas LGBTQIAP+. Em 2024, comparou o aborto a crimes como tráfico de drogas e criticou a decisão do Vaticano de permitir a comunhão para divorciados, afirmando que apenas católicos recasados que não tenham vida sexual ativa poderiam receber a comunhão.

Mario Grech

Grech é favorável à bênção de casais do mesmo sexo e considera a repercussão contra a decisão do Vaticano uma “tempestade em copo d’água”. Ele também é progressista em relação à ordenação de mulheres, afirmando que a inclusão feminina na Igreja seria um “aprofundamento natural da vontade do Senhor”.

Juan José Omella

Omella apoia a decisão de Francisco de acolher casais de pessoas divorciadas, afirmando que a Igreja deve cuidar de cada fiel em sua situação. Apesar de sua posição ambígua sobre a bênção de casais homossexuais, reconhece que a mudança é difícil de entender na Europa.

Pietro Parolin

Atuando quase como um “vice-papa”, Parolin é visto como um dos favoritos ao cargo. Ele evita polêmicas e se posiciona de forma neutra em relação à bênção para casais homossexuais, considerando o tema “sensível” e pedindo uma “investigação mais aprofundada”.

Luis Antonio Gokim Tagle

Tagle é cauteloso em suas declarações, defendendo o público LGBTQIAP+ e criticando a discriminação. No entanto, não se manifestou oficialmente sobre a bênção de casais homossexuais. Em relação ao aborto, comparou-o a homicídio.

Joseph Tobin

Tobin é um defensor dos direitos dos imigrantes e se mostra progressista em várias questões, incluindo a bênção de casais homossexuais. Contudo, mantém uma posição neutra em relação à comunhão para divorciados, pedindo discernimento em cada caso.

Peter Kodwo Appiah Turkson

Turkson é conhecido por sua atuação humanitária em Gana e concorda com o celibato opcional como solução para áreas com escassez de padres. Ele apoiou declarações anteriores do Vaticano sobre a bênção de casais do mesmo sexo, mas não se manifestou após a decisão formal.

Matteo Maria Zuppi

Zuppi adota uma postura moderada em questões polêmicas, defendendo os direitos dos imigrantes e a bênção de casais do mesmo sexo como um “olhar amoroso da Igreja”. Ele também se opõe à ala mais conservadora da Igreja que exige castidade em relacionamentos.

Pierbattista Pizzaballa

Atualmente cardeal de Jerusalém, Pizzaballa prioriza a interação com o mundo judaico e busca integrar jovens religiosos no contexto árabe-israelense, exigindo que aprendam uma das três línguas locais.

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