O escritor peruano Mario Vargas Llosa faleceu no domingo (13), aos 89 anos, conforme anunciado por sua família nas redes sociais. Considerado um dos maiores autores de sua geração, Vargas Llosa é um ícone do movimento literário conhecido como boom latino-americano.
O autor foi laureado com o Prêmio Nobel da Literatura em 7 de outubro de 2010, em reconhecimento por sua “cartografia de estruturas de poder e suas imagens vigorosas sobre a resistência, revolta e derrota do indivíduo”.
Entre suas obras mais notáveis estão A Cidade e os Cachorros (1963), Conversa no Catedral (1969), Tia Julia e o Escrevinhador (1977), A Guerra do Fim do Mundo (1981) e A Festa do Bode (2000).
Vargas Llosa também foi colunista do jornal O Estado de S. Paulo desde 1996 até 2024. Sua última contribuição, intitulada “Por que a verdade é a pedra de toque do jornalismo?”, foi publicada em 21 de fevereiro de 2024.
Em 2011, após uma década vivendo na Europa, recebeu o título de Marquês na Espanha. O escritor, que também atuou como jornalista, político e professor universitário, deixa três filhos.
Família se despede de Mario Vargas Llosa em cerimônia privada
Os filhos Álvaro, Gonzalo e Morgana informaram que o velório não será aberto ao público e que o corpo será cremado, conforme o desejo do escritor.
“Sua partida entristecerá a parentes, amigos e leitores ao redor do mundo, mas esperamos que encontrem consolo, como nós, no fato de que ele teve uma vida longa, múltipla e frutífera, e deixa uma obra que o fará sobreviver”, afirmaram os familiares.
“Procederemos nas próximas horas e dias de acordo com suas instruções. Não haverá cerimônia pública. Nossa mãe, nossos filhos e nós mesmos confiamos em ter espaço e privacidade para a despedida em família e na companhia de amigos próximos”, complementou o comunicado.
