Por Amilton Farias – Opinião
É extraordinário o trabalho da Associação Vila Paraguaya, com vocês conseguimos ver o sentindo, e a real função social do esporte.
Oxalá os grandes times pudessem conhecê-los, aprender com vocês e quizás fazerem o caminho de volta, pois há muito o esporte e os jogadores se tornaram produto de mercado vendido a alto preço. As torcidas a cada dia encontram mais dificuldades de comparecerem aos estádios pelo alto valor dos ingressos.
Mas a Vila Paraguaya é Resistência!. Aqui vemos migrantes e imigrantes, alguns dos seus saem de bairros de Ciudad del Este sofrendo pela dificuldade do transporte coletivo do Paraguay e do Brasil. (e do Brasil em especial o auto preço das passagens por causa da mafia dos transporte que por anos dominam a cidade e os governos municipais), as vezes chegam de madrugada e ficam na casa de um ou de outro, muitos saem apenas com o dinheiro de vinda e esperam conseguir com os camaradas o dinheiro para retornar as suas casas.
Se percebe que a vitória da Vila Paraguaya em campo não é a vitória de um time, mas de muitos povos. A Vila Paraguaya une a fronteira, une a America Latina integrando-a com toda a sua diversidade cultural.
A todo momento se ouve em guarani, español, português, árabe e em outros idiomas e dialetos praticados na fronteira palavras de ordem, seja na hora de comemorar o gol ou quando vacila o juiz.
Ñandejara tande rovasã a toda diretoria aos nobres jogadores da resistência e a toda la hincha por la cual me incluyo yo.
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