Mulheres do século 19 usavam uma arma secreta contra o assédio

Foto: Reprodução

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Por conta disso, leis foram aprovadas em diversos países para limitar o comprimento dos alfinetes.

No final do século XIX, os chapéus ficaram maiores e mais elaborados. Alguns possuíam laços de seda, flores, véus de tafetá, penas de pavão e frutas falsas. Porém, o mais surpreendente era um alfinete que media cerca de 30 cm.

Ou seja, todas as mulheres que seguiam a moda andavam armadas.

Muitas usaram do utensílio para a defesa, como é o caso de Sadie Williams. Enquanto a jovem estava no bonde de Chicago, dois homens entraram e tentaram assaltar o condutor exigindo o dinheiro das passagens. Sadie se lançou em defesa do motorista e perfurou as mãos e o rosto dos bandidos.

Contudo, com o passar do tempo, o alfinete foi banalizado. Jornais da época contavam histórias de pessoas mortas, seja por acidente ou conflitos banais, como por exemplo uma esposa que enfrentou a amante aonde parecia ser um duelo de esgrima.

Também houve o uso político da arma. Sufragistas passaram a utilizar do alfinete para enfrentar a polícia. Por conta disso, leis foram aprovadas em diversos países para limitar o comprimento dos alfinetes. Algumas mulheres ainda preferiam ir contra a lei do que enfrentar assediadores desarmadas.

 A arma foi aposentada na Primeira Guerra Mundial quando os super chapéus são deixados para trás.

(Por História No Paint)

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