MPF tira do País servidor Luís Ricardo Miranda que denunciou a corrupção no Ministério da Saúde

Foto: Reprodução

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MPF tira do País servidor Luís Ricardo Miranda que denunciou a corrupção no Ministério da Saúde

Ameaçado de morte, após denunciar o escândalo da Covaxin no Ministério da Saúde, o servidor público federal, Luís Ricardo Miranda, foi colocado dentro do programa de proteção a testemunhas pelo Ministério Público Federal.

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Miranda e a família foram levados para a fora do Brasil nesta quinta-feira, 29 de outubro, e viverá de forma sigilosa em um País desconhecido, sem poder manter contatos com o restante dos familiares.

Após denunciar o roteiro da corrupção dentro do Ministério da Saúde, Miranda, servidor de carreira, que era chefe do Departamento de Logística do Ministério,  foi exonerado do cargo dias após ter revelado o esquema ao próprio presidente da República, Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto.

Para chegar ao Planalto e contar as falcatruas na compra de vacina, o servidor foi levado pelo irmão Luis Miranda, que é deputado federal pelo DEM. O parlamentar era amigo do próprio presidente.

No ato da demissão, o deputado reagiu qualificando o ação do governo como um “absurdo”. Segundo ele, um servidor público correto “denuncia um esquema de corrupção e passa a ser perseguido dentro do governo. E o pior: meu irmão recebeu várias ameaças de morte”.

Enquanto ocupava o cargo de chefia dentro do Ministério, Ricardo Miranda foi peitado por superiores para liberar todos os laudos de importação da Covaxin, do laboratório indiano Bharat Biotech, representado no Brasil pela Precisa Medicamentos, agora investigada pela Polícia Federal, após ter sido indiciada na CPI da Covid-19.

Ricardo Miranda revelou todo o roteiro da corrupção da vacina no governo, durante o depoimento à CPI do Senado Federal.

 

 

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